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As finanças nunca poderão se tornar verdadeiramente descentralizadas, disse Carolyn Wilkins, membro do Comitê de Política Financeira (FPC) do Banco da Inglaterra, em um discurso publicado na quarta-feira (19).
“Acho que há limites rígidos para o quão descentralizado um sistema pode se tornar na prática”, falou Carolyn, que também é pesquisadora da Universidade de Princeton.
Carolyn é a mais recente integrante de entidades reguladores a lançar dúvidas sobre as estruturas de governança dentro das finanças descentralizadas (DeFi).
No discurso, ela falou que no mercado de ativos digitias há vantagem injusta para os insiders e sempre existe a necessidade de responder a eventos imprevistos.
“Vivemos em um mundo inerentemente incerto”, disse ela. “Nunca pode haver um conjunto de smart contracts (contratos inteligentes) para cada situação, e a tomada de decisão centralizada sempre será necessária quando o inesperado acontecer.”
Ela falou também que a questão da governança em protocolos descentralizados provou ser controversa e observou que as estruturas DeFi podem concentrar tanto conhecimento quanto poder nas mãos daqueles com mais tokens ou experiência em codificação.
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A possibilidade de usar blockchains e outras tecnologias distribuídas para serviços financeiros, como empréstimos, representa um dilema para os reguladores acostumados a impor regras a entidades centralizadas e bem definidas, como bancos.
No final do ano passado, pesquisadores do Bank for International Settlements (BIS) chamaram o DeFi de “ilusão”. Os normatizadores do Conselho de Estabilidade Financeira em grande parte evitaram o assunto em um relatório publicado em 11 de outubro, apesar de pedirem por um conjunto de regras mais “compreensivas” do mercado de criptomoedas.