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SÃO PAULO – De acordo com os índices semanais publicados pela empresa finlandesa Foex, que são utilizados como referência pelos investidores, os preços da celulose subiram novamente no mercado internacional nos segmentos de fibra longa e curta.
| Tonelada de celuose | Semana até 4/08/2009 | Semana até 28/07/2009 | Variação |
| Fibra longa (Foex NBSK) | US$ 656,63 | US$ 649,52 | +1,09% |
| Fibra curta (Foex BHKP) | US$ 529,31 | US$ 529,27 | +0,01% |
EUA: preços de NBSK sofrem com câmbio
Segundo os analistas, o nível de importações de embarques de papel químico para o mercado norte-americano sofreu contração de cerca de 800 mil toneladas durante a primeira metade do ano. No entanto, a Foex destacou que em julho o ritmo de contração diminuiu, com apenas 50 mil toneladas a menos frente ao registrado em junho.
Sobre os preços na região, os analistas ressaltaram que a recente valorização do euro e do dólar canadense contribuíram para o anúncio de novas elevações nos preços da commodity durante o mês de agosto, que devem ser algo em torno de US$ 30,00 por tonelada.
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Fibra curta na China: importação se mantém alta
No gigante asiático, os analistas destacaram que o nível de importações da celulose de fibra curta se mantém elevado, no entanto, novos aumentos nos preços também já foram anunciados no mercado de BHKP.
Segundo a Foex, as importações chinesas durante o primeiro semestre do ano mostraram que 1,23 milhão de toneladas da commodity entrou no país durante o período, alta de 65% frente ao registrado entre janeiro e junho de 2008.
Opinião do mercado
A equipe da Link Investimentos avaliou as altas. “A recente valorização do real continua penalizando as empresas exportadoras de celulose, já que o preço da commodity não está acompanhando a valorização do real, e as empresas passam a ter uma queda em suas receitas, apesar do bom momento do mercado internacional. Os novos aumentos de preços devem ajudar neste aumento de receitas por parte das brasileiras”, afirmou.
Os analistas da corretora ainda destacaram que “outro ponto que continua fora da curva é o gap (diferença de preços) entre as fibras, que ampliou seu recorde e chegou a US$ 127,32 por tonelada”, concluíram.