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Ibovespa sobe 1,37% nesta 4ª e supera 186 mil com bancos e dados de inflação nos EUA

No exterior, o dado de inflação divulgado hoje nos Estados Unidos trouxe algum alívio

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SÃO PAULO, 30 Set (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em pregão marcado por desempenho robusto das ações de bancos e dados de inflação abaixo das expectativas nos Estados Unidos, avançando 5% em setembro com apoio de estrangeiros.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,37%, a 186.340,46 pontos, registrando uma alta de 5,03% no mês e de 8,32% no terceiro trimestre. Em 2026, acumula um ganho de 15,65%.

De acordo com dados da B3, até o dia 28, a bolsa paulista registra uma entrada líquida de estrangeiros de R$ 9,569 bilhões em setembro, deixando o resultado no ano positivo em quase R$ 29 bilhões.

Os últimos três meses foram marcados por um vaivém dos estrangeiros, com entrada de R$ 4,3 bilhões em julho na bolsa (entre ações listadas e ofertas de papéis), mas uma saída massiva de R$ 18,1 bilhões em agosto. Em setembro, houve uma retomada parcial da entrada de dinheiro desses investidores. Esse movimento condiz com o desempenho das blue chips tanto nesta quarta, quanto no mês: todas, com exceção da Vale (VALE3), acumularam ganhos firmes em setembro.

Nesta quarta-feira, o Ibovespa marcou 187.834,97 pontos na máxima e 183.879,71 pontos na mínima.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu 0,3% em agosto, acima do aumento de 0,1% em julho após revisão, mas abaixo do incremento de 0,4% estimado por economistas. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o índice PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve, subiu 0,2% no mês, ante acréscimo de 0,1% em julho e previsão do mercado de alta de 0,3%.

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A pauta norte-americana ainda mostrou uma criação de empregos no setor privado acima das expectativas do mercado e uma revisão para cima do crescimento do PIB no segundo trimestre.

Em Wall Street, porém, o índice acionário S&P 500 fechou em queda de 0,25%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 5,2997% no final da tarde, de 5,255% na véspera.

Para o especialista em investimentos Marcos Bassani, sócio da AW Capital, a alta do Ibovespa no dia refletiu, principalmente, um ambiente externo mais favorável, com dados de inflação nos EUA ajudando a reduzir a pressão sobre os juros norte-americanos.

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“Ainda assim, considero que o mercado permanece bastante sensível às questões fiscais e ao cenário eleitoral, o que pode manter a volatilidade elevada nos próximos pregões”, acrescentou.

Nesta quarta-feira, dados do Banco Central mostraram que a dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou agosto em 82,9%, contra 82,6% em julho, embora abaixo do esperado por economistas (83%). O setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 10,012 bilhões no mês passado, mas menor do que a expectativa de um saldo negativo de R$ 15,7 bilhões.

De acordo com economistas do JPMorgan, o déficit primário de agosto veio menor do que o esperado, impulsionado pelos superávits dos governos regionais e das estatais. Eles destacaram que os pagamentos de juros e os indicadores de dívida atingiram novos recordes, com a dívida líquida no maior nível da série histórica.

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“A execução fiscal continua volátil, enquanto as atenções permanecem voltadas para as promessas fiscais ligadas à campanha eleitoral. Novas promessas de gastos e medidas relacionadas aos combustíveis aumentam as incertezas em torno do Orçamento de 2027”, acrescentaram em relatório a clientes.

“O mercado deve reagir não apenas ao resultado das pesquisas, mas principalmente a qualquer sinal sobre a composição do próximo governo e, sobretudo, sobre sua agenda econômica e fiscal. A eleição pode aumentar a volatilidade de bolsa, câmbio e juros, mas o movimento mais importante será a precificação das expectativas para 2027”, afirma o CEO da Trade Arena, Gabriel Jardim.

Os analistas ponderam que a alta do Ibovespa é bastante frágil. Isso porque tanto o cenário fiscal, quanto o ambiente macroeconômico como um todo ainda é ruim para as empresas, pressionadas pelos juros ainda elevados aqui e pelos constantes riscos no cenário internacional, com a guerra entre EUA e Irã em voga. O petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu quase 7% só em setembro – o que é bom para a empresa, mas negativo do ponto de vista da inflação global.

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(com Reuters e Estadão Conteúdo)