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LA PAZ (Reuters) – O governo da BolÃvia está determinado a reduzir a dependência do dólar norte-americano para o comércio exterior, voltando-se para o iuan chinês, disseram autoridades, à medida que cresce o apoio latino-americano a moedas alternativas.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira em La Paz, o ministro da Economia, Marcelo Montenegro, disse que o paÃs andino segue “um padrão no nÃvel do comércio internacional, que está gerando um aumento progressivo no uso do iuan no comércio exterior”.
A BolÃvia enfrentou meses de forte escassez de dólares, causada em parte pela queda na produção de gás natural, um importante produto de exportação nacional. As reservas lÃquidas de moeda estrangeira caÃram para cerca de 4 bilhões de dólares, de um pico de 15 bilhões em 2014, pressionando as finanças do Estado e ameaçando a há muito defendida paridade cambial da BolÃvia com o dólar.
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“A China se tornou o maior exportador mundial. E em que moeda um grande exportador gostaria de receber tudo o que produz? Não em dólares, mas em sua própria moeda”, disse Montenegro.
Por meio do banco estatal boliviano Banco Unión, importadores e exportadores podem negociar em iuan desde fevereiro e em rublo russo desde março, afirmaram funcionários do banco.
As transações financeiras no valor de 278 milhões de iuanes chineses (38,7 milhões de dólares) representaram 10% do comércio exterior da BolÃvia de maio a julho, disse Montenegro.
O embaixador da Rússia na BolÃvia, Mikhail Ledenev, disse que as transações entre o Banco Unión e o Gazprombank da Rússia facilitam “o trabalho das empresas russas no mercado”, apesar das sanções econômicas impostas a Moscou pelas nações ocidentais desde 2022.
China e Rússia estão elevando os investimentos para desenvolver os grandes, mas inexplorados, recursos de lÃtio da BolÃvia para atender à crescente demanda pelo metal usado na fabricação de baterias de veÃculos elétricos.
(Reportagem de Daniel Ramos)