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O rali do do Bitcoin (BTC), que começou há um mês, perdeu força nesta semana. Um padrão semelhante surgiu no índice de ações de referência de Hong Kong, o Hang Seng.
Isso fez com que uma casa de análise ponderasse a possibilidade de uma aversão ao risco renovada em todos os cantos do mercado financeiro.
“Falhas no BTC e no Hang Seng são sinais de alerta técnico de que essas vibrações tranquilas do início de 2022 podem não durar o ano todo”, disse Brent Donnelly, trader e presidente da Spectra Markets, em nota enviada aos clientes na segunda-feira (30).
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Os comentários de Donnelly são evidências do fortalecimento da reputação do Bitcoin como um indicador avançado de sentimento de risco entre traders experientes. No passado, a maior criptomoeda do mundo liderou os principais topos e fundos no S&P 500 por várias semanas.
O Bitcoin desvalorizou quase 4% na segunda, caindo para perto de US$ 22.000. O Hang Seng também caiu da resistência, que pode ser rastreada até junho de 2022.
“O gráfico do Bitcoin parece um pouco com o gráfico do Hang Seng”, falou Donnelly. “O BTC chegou a US$ 24.000, pouco abaixo do pivô de US$ 25.100/US$ 25.400. Esse é outro motivo para cautela com ativos de risco.”
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Ações, títulos e criptoativos registraram uma recuperação acentuada nas últimas semanas, enquanto o dólar americano caiu na esperança de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) interrompesse os aumentos das taxas de juros em maio e reduzisse as taxas no final deste ano.
É provável que o Fed eleve a taxa de juros em 25 pontos-base para uma nova faixa de 4,5% a 4,75% nesta quarta-feira (1).
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Analistas esperam que o presidente do Fed, Jerome Powell, contrarie as expectativas do mercado de cortes nas taxas durante a coletiva de imprensa que será realizada hoje após a reunião, colocando uma pressão descendente sobre os ativos de risco.
Donnelly acredita várias incertezas no horizonte podem acabar com o apetite ao risco.
“Com tantos cenários em jogo neste ano, não acho que o mercado tenha tanta probabilidade de encontrar a resposta correta nas primeiras semanas de 2023. Ao contrário de 2022, que era uma narrativa clara e unidirecional (Fed no piloto automático, apertando a bolha), 2023 é muito menos claro “, falou Donnelly.