Anvisa manda recolher lotes de NotShake Protein e proíbe venda de bebida no país

Os produtos eram vendidos como suplementos alimentares sem cumprir a exigência de comunicação à agência

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de todos os lotes de quatro versões do NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU).

A medida também proíbe a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso dos produtos. A decisão atinge as seguintes versões:

Segundo a Anvisa, os produtos têm finalidade de suplementação alimentar, mas não foram notificados à agência como suplemento após o fim do prazo de adequação previsto na regulamentação. O período expirou em 1º de setembro,.

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A resolução também cita o uso de suco concentrado de repolho sem demonstração do cumprimento dos requisitos aplicáveis a suplementos alimentares. A agência apontou ainda estudos insuficientes para comprovar a manutenção das características dos produtos durante todo o prazo de validade e considerou inadequada a alegação “zero lactose”.

A determinação consta da Resolução-RE nº 3.629, de 15 de setembro de 2026.

Em nota, a NotCo informou que não foi previamente notificada pela ANVISA sobre o recolhimento do produto, “mas já trabalha para compreender integralmente as motivações técnicas e regulatórias da decisão, a fim de colaborar de forma transparente e diligente com a autoridade sanitária”.

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“A companhia reafirma seu compromisso inegociável com a qualidade, a segurança alimentar, o controle de qualidade e com o cumprimento da legislação em todas as etapas de sua cadeia produtiva”, completou.

Anvisa também manda recolher produto com Aloe vera

Em outra decisão publicada nesta quarta-feira, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes do Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel, fabricado pela Biodis Industrial.

De acordo com a agência, o produto contém Aloe vera para consumo oral sem avaliação prévia de segurança e autorização de uso. A fiscalização também encontrou informações obrigatórias no rótulo em língua estrangeira, sem etiqueta complementar em português, além de alegações de saúde e terapêuticas não autorizadas.

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A Anvisa proibiu a fabricação, distribuição, comercialização, propaganda e uso do produto. A medida consta da Resolução-RE nº 3.634, de 15 de setembro de 2026.