PF investiga campanha digital contra o Banco Central após liquidação do Banco Master

Inquérito autorizado pelo STF apura suspeita de atuação coordenada de influenciadores nas redes

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Um segurança permanece de guarda em frente ao Banco Master, após a prisão do acionista controlador da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro, em São Paulo, Brasil, em 18 de novembro de 2025. REUTERS/Amanda Perobelli
Um segurança permanece de guarda em frente ao Banco Master, após a prisão do acionista controlador da instituição financeira, o empresário Daniel Vorcaro, em São Paulo, Brasil, em 18 de novembro de 2025. REUTERS/Amanda Perobelli

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A Polícia Federal instaurou, nesta quarta-feira (28), um inquérito para apurar suspeitas de uma ofensiva organizada nas redes sociais contra o Banco Central do Brasil, desencadeada após a liquidação extrajudicial do Banco Master. O objetivo é esclarecer se houve contratação e coordenação de influenciadores para deslegitimar a decisão do BC. As informações são do portal G1.

A abertura da investigação teve aval do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Antes de pedir autorização ao STF, a PF fez um mapeamento inicial de conteúdos publicados e apontou indícios de condutas potencialmente criminosas, o que justificou o aprofundamento das apurações.

A intervenção do Banco Central ocorreu em novembro do ano passado, após uma operação da própria PF contra Daniel Vorcaro e outros dirigentes do Master, investigados por suspeitas de fraudes financeiras. Nesta semana, o caso avançou para a fase de oitiva dos investigados na Justiça.

Segundo informações divulgadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, criadores de conteúdo relataram abordagens para sustentar a tese de que a liquidação teria sido apressada. A linha editorial sugerida incluía vídeos e postagens com críticas diretas à atuação do Banco Central, buscando colocar em dúvida os fundamentos técnicos da medida.

A existência dessas propostas veio à tona após os influenciadores Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite afirmarem publicamente que receberam ofertas para defender o Banco Master em seus perfis.

Levantamento feito pela GloboNews identificou que, no mesmo período, diferentes influenciadores passaram a publicar conteúdos com argumentos semelhantes. Juntos, esses perfis reúnem mais de 36 milhões de seguidores apenas no Instagram, o que ampliou a preocupação das autoridades com o alcance das mensagens.

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Além de identificar os responsáveis pelas abordagens, a PF pretende apurar se houve pagamento pelos conteúdos e se a atuação foi coordenada, o que pode caracterizar tentativa de manipulação do debate público sobre uma decisão sensível do sistema financeiro.

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Marina Verenicz
Política | Brasil | Mundo