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Três meses após deixar o Brasil para passar uma temporada nos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caberá aos parlamentares de seu partido e de siglas mais próximas. Em entrevista ao canal Jovem Pan News após retornar ao país, Bolsonaro afirmou que torce pelo crescimento do Brasil, e que terá uma postura de “conselheiro” dentro do PL.
“Eu chego na condição de uma pessoa mais velha, mais experiente para dar expediente no partido, para servir de consulta para quem assim o desejar, e também dar minhas sugestões. Nós queremos que o Brasil vá para frente. Não queremos que o país afunde para a gente aparecer como salvador da pátria”, afirmou.
Questionado sobre as circunstâncias que envolveram o recebimento de joias de alto valor após viagens ao mundo árabe quando era presidente, Bolsonaro disse que os presentes são fruto de uma relação de amizade e por isso está à disposição para prestar esclarecimentos. O ex-mandatário afirmou que o caso só veio à tona e foi revelado pela imprensa porque “não teve nada escondido”.
Na quarta-feira (29), a Polícia Federal divulgou que o ex-presidente, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e Marcelo Camara, responsável por sua segurança, devem depor em 5 de abril sobre o caso. Segundo a PF, Bolsonaro não é considerado formalmente investigado na apuração sobre o episódio.
Em relação aos processos que enfrenta, outro tema que deve tomar sua atenção no retorno ao Brasil, o ex-presidente afirmou que o advogado do PL tem tratado das ações que pedem sua inelegibilidade junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
“Eu não vejo materialidade em nada. A ação mais forte contra mim é uma reunião com embaixadores em meados do ano passado. Por quê? A política para tratar com embaixadores é uma prática minha. Não vejo motivo para me julgar inelegível por isso. [Na esfera] criminal é, basicamente, a CPI da Covid. A PGR tem pedido arquivamento de praticamente tudo”.
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Na entrevista, Bolsonaro afirmou que viu os movimentos de apoiadores que acamparam em frente a quartéis e outras estruturas militares em todo o Brasil, como algo espontâneo, “de quem busca por segurança”. O ex-presidente disse não concordar com as invasões ocorridas em 8 de janeiro, em Brasília, e apoia a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação para apurar os atos de vandalismo nos prédios do Congresso, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal, e indicar os responsáveis.