AtlasIntel: 47% dos brasileiros acreditam em novo escândalo de corrupção em 6 meses

Segurança pública aparece logo atrás entre as principais preocupações

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A possibilidade de um novo grande escândalo de corrupção é hoje o principal risco político percebido pelos brasileiros. Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quinta-feira (6), mostra que 47% dos entrevistados consideram muito provável que o país enfrente revelações sobre grandes fraudes ou esquemas de corrupção nos próximos seis meses.

O índice integra um estudo sobre risco político que busca medir a percepção da população em relação a fatores capazes de comprometer a governabilidade. Na outra ponta, apenas 14% avaliam que um novo escândalo desse tipo é “nada provável”.

O resultado ganha relevânia em um momento em que o tema voltou ao centro do debate político. Nas últimas semanas, a Polícia Federal abriu novas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e avançou em diferentes frentes da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos sobre benefícios do INSS.

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Embora os casos ainda estejam em fase de investigação, eles recolocaram a corrupção entre os principais temas explorados pela oposição no início da campanha eleitoral.

Além da corrupção, a violência ligada ao crime organizado também figura entre as maiores preocupações dos entrevistados. Segundo a pesquisa, 36% acreditam ser muito provável um aumento de ataques e assassinatos relacionados a facções criminosas nos próximos seis meses. Outros 19% classificaram esse cenário como pouco provável.

A criminalidade urbana também aparece entre os riscos percebidos. Para 32%, é muito provável que furtos e assaltos aumentem no mesmo período, enquanto 22% descartam essa possibilidade.

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A pesquisa ouviu 5.021 pessoas entre os dias 22 e 27 de julho em todo o país. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios da AtlasIntel e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

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Marina Verenicz
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