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Retomada da confiança e reformas fiscais podem atrair US$ 100 bilhões para a Bolsa

Cenário positivo abre oportunidades para investimentos em fundos de renda variável

Equipe InfoMoney

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

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Os últimos anos foram de turbulências no mercado acionário brasileiro. Escândalos de corrupção, incertezas quanto à eleição presidencial de 2014 e crise política e econômica desde o início do segundo mandato de Dilma Rousseff foram alguns dos fatores que jogaram contra o desempenho da Bolsa nos anos recentes. Esse cenário fez com que muitos investidores deixassem de lado os investimentos em ações, mas agora esses investidores podem estar deixando de aproveitar um bom momento. As ações têm sido um dos destaques de rentabilidade nesse ano, e analistas mantêm uma perspectiva otimista para esse mercado.

Apenas em 2016, o Ibovespa tem registrado ganhos próximos a 40%, aproximando-se dos maiores níveis em dois anos. Relatório elaborado pela equipe de análise da XP Investimentos logo após a confirmação do impeachment de Dilma Rousseff no fim do mês passado já confirmava a sugestão para o investimento em ações. “Acreditamos que, dependendo do perfil do investidor (moderado/agressivo e agressivo), o mesmo deve aproveitar o momento e ter exposição em Bolsa, por acreditarmos que algumas reformas passarão, temos uma agenda econômica e política, além de uma inflação mais ‘controlada’, juros em queda e confiança retornando”, indicava o relatório.

Para os gestores da XP Gestão João Luiz Braga e Marcos Peixoto, a alta observada nesse ano é pequena se comparada ao que pode vir pela frente. Esse cenário é resultado de uma combinação de fatores que envolve a retomada dos índices de confiança no Brasil, sinais de melhora na economia internacional e retornos baixos nos mercados desenvolvidos – muitos deles oferecem taxas de juros negativas ou próximas a zero, o que incentiva os gestores de grandes fundos a buscarem mais risco em mercados emergentes.

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“Somando todos esses fatores, acreditamos que exista facilmente mais de US$100 bilhões que poderiam entrar na nossa Bolsa se somente compararmos as posições atuais dos fundos em Brasil com a média do passado”, afirmam Braga e Peixoto, em entrevista ao InfoMoney. O risco a esse cenário passa, principalmente, pela aprovação do ajuste fiscal no Brasil. Incertezas quanto às próximas ações do Fed caso Donald Trump vença a eleição presidencial nos EUA e uma eventual queda nos preços das commodities também poderiam frustrar essa projeção.

Mas, como lembram os gestores, o mercado sempre antecipa os movimentos, portanto não é indicado aguardar a aprovação das reformas em discussão para aplicar em ações. “Quando a economia de fato melhorar, a Bolsa já vai ter subido. Ou seja, ponderando riscos e oportunidades, é hora de comprar Bolsa.”

Investidores institucionais também compartilham de um cenário mais otimista. Pesquisa feita pela XP Investimentos mostra que cerca de 55% dos entrevistados acreditam que o Ibovespa deve caminhar para um patamar acima dos 60 mil pontos nos próximos dois meses. Uma parcela expressiva – 34% – prevê a Bolsa acima de 62,5 mil pontos nesse mesmo período. Na pesquisa feita em julho, apenas 20% acreditavam em um avanço acima dos 60 mil pontos. Abaixo, seguem as expectativas dos investidores institucionais para os dois próximos meses, nas pesquisas feitas em julho e setembro.

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Investidores voltam a aplicar em fundos

Para os investidores Pessoa Física, os fundos de investimentos podem se apresentar como uma boa alternativa de alocação para aproveitar o momento do mercado acionário, uma vez que é um produto que permite a diversificação do portfólio em apenas uma única operação. Os fundos contam com uma equipe de gestão que realiza o monitoramento constante das posições, conduz análise de preços e estudos sobre alocação ótima, além de manter contato direto com as empresas investidas, vantagens que atraem investidores que não têm o tempo suficiente para todas essas atividades.

Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), essa melhora no humor do mercado coincide exatamente com a retomada dos investidores aos fundos. Durante praticamente todo o ano os resgates de aplicações nos fundos de ações foram diminuindo, e agosto marcou o primeiro mês do ano em que houve captação líquida no mercado, com valor positivo de R$ 8,96 milhões.

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Apesar de toda a turbulência nos mercados financeiros nos últimos anos, foi possível obter ganhos de dois dígitos nesse período. Em estudo, a equipe da XP Investimentos comparou os 20 principais fundos de sua plataforma em termos de patrimônio, em pesos iguais, ao desempenho do Ibovespa. Esse comparador mostrou que, enquanto o principal índice de ações da Bolsa registrou alta de 7,78% nos últimos três anos – entre meados de outubro de 2013 e o fim de setembro –, os 20 fundos da XP seguiram com ganhos muito mais expressivos e apresentaram rentabilidade de 32,63%.

Em algumas situações, o investidor pode dobrar o dinheiro aplicado nesses três anos. É o caso do XP Long Biased. Com uma estratégia que mescla investimentos em ativos de renda variável, renda fixa e derivativos, o fundo acumula retorno de 100,1% nesse período, apresentando-se como destaque na plataforma da XP nesse ano.

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