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Mulheres aumentam participação no mundo dos investimentos; veja as aplicações preferidas

Público feminino costuma optar por alternativas mais seguras, mas há exceções à regra

Equipe InfoMoney

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As mulheres têm conquistado cada vez mais a independência financeira. Elas estão assumindo mais empregos formais, conquistando cargos com poder de decisão dentro das empresas e chefiando mais lares no Brasil. Ainda que esses números continuem abaixo dos homens, a tendência tem sido de evolução, o que se reflete também nos investimentos.

Dados de abertura de contas da XP Investimentos, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, mostram que a participação feminina tem trilhado trajetória de evolução nos últimos anos, chegando a mais de 20% do total de contas ativadas até dezembro de 2016. Um ano antes, esse número girava mais próximo dos 10%.

Esse número pode crescer ainda mais, mas para isso é preciso transformar uma herança passada de geração para geração e que influencia muitas mulheres a não se entusiasmarem quando a conversa entra nesse assunto. Ao menos essa é a visão de Suelen Kath, assessora na Manchester Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos. “Por uma questão cultural que carregamos do passado, sempre foi mais comum os homens cuidarem da parte financeira, uma vez que ele era o principal provedor de renda e a mulher ficava mais voltada ao amparo à família”, explica.

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Mas a boa notícia é que esse cenário do principal provedor de renda tem caminhado em direção a um cenário de equilíbrio no Brasil, no qual a mulher passa a valorizar mais a independência financeira. Não à toa, o número de mulheres na função de chefe de família subiu em mais de 10 milhões em apenas uma década, para 39,8% da população em 2014, de acordo com números do IBGE. “O que precisa ficar claro é que a mulher tem uma elevada contribuição na sociedade, e precisa cada vez mais saber se está investindo corretamente, seja de forma independente ou familiar”, acrescenta Suelen.

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Para isso, a aposta tem sido uma abordagem mais educacional. A assessora da Manchester Investimentos, sediada em Joinville, conta que organiza todo mês um evento para discutir assuntos de interesse para o público feminino, trabalhando especialmente o conceito financeiro em um ambiente mais descontraído. Também são promovidos almoços, jantares, palestras e outros eventos voltados especificamente para as mulheres, por meio de parcerias com gestores e economistas. Esses encontros contam com diferentes perfis de mulheres, incluindo executivas, profissionais liberais, esposas, mães, filhas, entre outros.

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Conservadoras, mas nem sempre

Quando começam a investir, no entanto, Suelen nota um padrão comum à maioria das investidoras, que hoje somam cerca de 40% de suas clientes, considerando aquelas que investem de forma individual ou como casal. Conservadoras, buscam conhecer a aplicação em detalhes antes de investir, evitando riscos e minimizando perdas, ao mesmo tempo em que olham para o longo prazo.

Essa é a mesma percepção de Roberta Príncipe, assessora na Messem Investimentos, escritório credenciado à XP Investimentos. Com 45% de sua carteira destinada a mulheres, ela ainda acrescenta que o público feminino tende a entrar no mundo dos investimentos via recomendação. “Quando ela consegue encontrar alguém que confia para falar sobre investimentos, então começa a se sentir confortável com o assunto e entende que esse não é um bicho de sete cabeças”, afirma.

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Até por esse perfil um pouco mais conservador em relação aos investimentos, as aplicações mais procuradas têm sido carteiras contendo fundos de renda fixa, títulos públicos, LCIs, LCAs, entre outras alternativas consideradas seguras. Todas elas ganham da Poupança, que hoje rende algo em torno de 6,5% ao ano. O CDI, índice que serve como referência de rentabilidade para os ativos mencionados acima, está próximo a 12,9% ao ano. “O medo de investir vem da falta de conhecimento, muitas acabam indo para a Poupança porque é onde se sentem mais seguras, porque é onde o pai e o avô investiam”, diz Roberta.

Ainda que o perfil avesso a risco seja aparentemente dominante, Roberta chama atenção para o fato de que não é possível generalizar e assumir que todas aplicam da mesma forma. Ela cita o caso de duas primas médicas que investem com sua ajuda. “Elas se mostraram muito dispostas ao risco, então entraram em clubes de ações, conversamos e montamos operações estruturadas em ativos como dólar e Ambev, e elas conseguiram obter ganhos extras além da renda fixa, ainda que grande parte do patrimônio esteja nessa categoria”, afirma. As operações estruturadas foram montadas com ativos em garantia, portanto não foi preciso desembolsar novos recursos. “A questão não é de gênero, cada um tem objetivos diferentes, então é importante conhecer o perfil de cada uma, os investimentos variam muito entre cada pessoa”, acrescenta.

Como começar

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Por isso, as duas assessoras recomendam algumas dicas para quem quer começar a investir. O primeiro passo é entender o seu perfil de investidor. Isso significa definir conceitos gerais como objetivos financeiros e qual a sua tolerância para risco. O próximo passo é o planejamento financeiro. Esse é o momento de analisar a situação financeira e decidir quanto investir ou até mesmo quanto de gastos pode cortar. Com esse cenário montado, é hora de pesquisar e escolher o tipo de investimento mais adequado para você. O passo final é escolher a instituição financeira através da qual se quer investir.

Durante todo esse processo é importante se manter atualizada sobre notícias de economia, mercado financeiro e política. Mas a “grande sacada”, conta Roberta, é a comparação, tanto entre os diferentes produtos de investimentos quanto entre as instituições para aplicar. “Nesse momento, ela vai conseguir perceber quanto dinheiro está deixando na mesa, a diferença é muito grande”, explica. Com isso, naturalmente será possível fugir da Poupança ou de produtos com custo elevado e baixa rentabilidade e procurar aplicações para investir melhor.

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