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O ano de 2018 promete trazer muitos eventos marcantes para o investidor brasileiro. As eleições tendem a ser as mais incertas dos últimos períodos eleitorais e as taxas de juros estão no menor patamar da história econômica brasileira. Essa combinação de fatores tem feito muitos investidores se perguntarem se a sua carteira está bem posicionada para enfrentar as turbulências e capturar as melhores oportunidades.
Para esclarecer essa dúvida, pedimos ao estrategista da XP Investimentos Felipe Relvas para escrever uma análise completa sobre o que esperar para este ano e explicar como se posicionar adequadamente. Todas as estratégias citadas no texto estão disponíveis para investir na XP – se você quiser abrir uma conta, clique aqui. Confira, abaixo, a análise de Felipe Relvas:
Por mais que nos esforcemos para desenhar 2018, o que vai efetivamente guiar os mercados será um evento alheio à nossa capacidade de imaginação. A verdade é que temos duas grandes vertentes que precisam ser levadas em consideração para que possamos nos adaptar à conjuntura atual:
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1 – Novo patamar de retorno esperado diante dos juros vigentes
O mercado de investimentos de 1% ao mês acabou. Não há como ter uma carteira de investimentos pautada apenas em renda fixa capaz de entregar esse nível de retorno com consistência, principalmente após a decisão recente do Banco Central de colocar os juros no patamar de 7%, o menor da história do Brasil desde o Plano Real. Ou seja, o CDI atualmente vai ter um retorno de 6,89% ao ano, o que entrega um retorno mensal em 0,56%.
Para aqueles que estão se lamentando, temos que lembrar que em 2016 os rendimentos atingiam 1% ao mês, mas a inflação era muito mais alta do que a vigente. Em resumo, se o seu dinheiro remunera menos, pelo menos a inflação corrói bem menos também. Um bom exemplo seria o ano de 2015, quando fechamos a taxa Selic média no ano em 13,63% e a inflação em 10,67%. Em comparação, em 2017 a taxa de juros média foi de 9,84%, versus uma inflação de 2,88%, segundo o relatório boletim Focus. Ou seja, na prática, o nível de retorno de juro real é bem mais alto (descontada a inflação).
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Para o ano de 2018 teremos juros a 6,78% de média e uma inflação de 4%, segundo estimativas do mesmo relatório. Portanto, podemos dizer que o mercado espera um período de baixo retorno real em comparação a 2017, mas não muito diferente do que vimos em 2015.
2 – Tivemos 24 meses de retornos muito acima da expectativa nas mais diversas classes devido às mudanças de cenário no país.
Tesouro direto, fundos multimercados e ativos de renda variável estão inclusos nessa análise. Seguimos otimistas com as classes de multimercados e renda variável, mas pedimos mais paciência em comparação com os meses anteriores.
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Os últimos dois meses e meio comprovam essa necessidade de paciência quando confrontados com julho, agosto e setembro. As projeções de bons retornos até o final de 2018 seguem, mas sabemos que haverá volatilidade no curto prazo em função dos fatos ligados à corrida eleitoral, da dúvida em torno da aprovação da reforma da previdência (fundamental para o ajuste fiscal do país) e do cenário externo, que se manteve muito calmo no ano de 2017 e que tem impacto direto sobre a nossa economia, principalmente quando falamos em Japão, Europa, EUA e China.
Explicados os pontos acima, é importante colocar que continuam existindo boas oportunidades em função da perspectiva do crescimento econômico em 2018. Entendemos com clareza a necessidade do ajuste fiscal para manter consistência no longo prazo. Fevereiro é visto como o prazo limite para que esse tópico não transborde para o próximo mandato.
Na renda fixa, o foco são os ativos isentos de IR que compensam, de certa forma, o patamar baixo dos juros correntes. As debêntures incentivadas que ainda pagam por volta de IPCA + 5% sem IR chamam nossa atenção. Ratings altos e vencimentos intermediários como 2022 e 2024 são os eleitos.
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Além deles, outros títulos corporativos (emitidos por securitizadoras) como os CRIs e os CRAs fazem sentido. Importante considerar que o ambiente de negociação desses papeis mudou bastante. No passado, eles se mostravam complexos para aquisição devido à baixa liquidez, porém, hoje em dia, o volume desses ativos no mercado secundário aumentou drasticamente (resultado da maior pulverização dos ativos em plataformas abertas). Além disso, vale ressaltar a boa gestão de diversas companhias que passaram pela pior recessão da história do país e agora estão aptas para continuar crescendo em uma conjuntura mais favorável.
Para quem comprou o Tesouro Direto prefixado ou atrelado ao IPCA entre 2015 e 2016, enxergamos o momento como boa oportunidade de vendê-los de maneira antecipada com bons lucros (além da taxa contratada). Papéis de vencimento até 2019 estão no melhor momento possível para a venda pois além do prêmio adicional a ser monetizado, ainda há oportunidades vigentes de aquisição, como as debêntures anteriormente citadas. Títulos de vencimentos mais longos também possuem ganhos atrativos. O ambiente mais volátil no ano que vem pode reduzir os lucros de vendas antecipadas que há atualmente. Para quem tem foco no longo prazo, pensar em carregar ainda é uma opção.
Para a parcela de multimercados e renda variável, recomendamos ativos que consigam garantir mobilidade nos próximos meses. Gestão ativa em bolsa via estratégias de fundos de ações sempre se mostraram mais eficientes que o índice Ibovespa. Além disso, a estratégia dos multimercados envolve reduzir riscos em momentos mais cautelosos e até mesmo diversificar em papéis internacionais de economias com um cenário menos volátil e mais previsível.
A diversificação internacional também é algo altamente recomendado, dada a capacidade de descorrelacionar parte da carteira do mercado local (“sair do risco-país”) com escopo de haver menor oscilação em uma parcela do portfólio. Os COEs (Certificados de Operações Estruturadas) desempenham um papel importante na classe e têm se destacado cada vez mais pela oportunidade de investir em ativos estrangeiros com mínimos baixos e capital protegido em caso de oscilações negativas.
Importante sempre ressaltar a importância da diversificação em cenários como esse. É aqui que conseguimos garantir consistência e robustez mesmo diante de momentos de estresse. Aconselhamos a adoção de dois hábitos para obter melhores resultados: acompanhar a carteira de 6 a 12 meses, como o investidor de economias desenvolvidas, e realizar revisões apenas pontualmente diante de mudanças estruturais. Essa disciplina a ser adaptada tende a ajudar na performance geral dos portfólios.
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