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O ano de 2017 deve, enfim, ser marcado pelo retorno ao crescimento econômico, após dois de recessão e outro de estagnação. Se o ano deve ser de alívio no lado econômico, para os investimentos o cenário é ainda mais otimista: essa pode ser uma das melhores oportunidades para aplicar na renda fixa em quase uma década.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem, nos últimos meses, condicionado a redução da taxa Selic a uma inflação mais fraca e à aprovação de medidas de ajuste fiscal no Congresso. Segundo cálculos de Roberto Indech, analista da Rico, nesse cenário de juros em queda aliado a um arrefecimento mais forte da inflação, favorece-se o crescimento dos ganhos reais na renda fixa, que deve atingir o melhor patamar de retorno desde 2007, com números girando próximos a 6,67%.
O ganho real é calculado pelo retorno nominal menos a inflação. Essa conta difere do que é mais comumente feito. A “conta de padaria” popularmente usada é retirar a inflação do rendimento, mas essa fórmula falha ao não considerar o valor total investido. Veja, abaixo, a diferença:
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Para as expectativas de inflação e juros médios no período foram utilizadas as estimativas de Indech. “Com esses dados, é possível visualizar que em 2017, se o investidor colocar seus recursos em algum ativo indexado a taxa de juros, irá ter o maior ganho real médio desde 2007”, crava o analista. Enquanto o ganho real projetado é de 6,67% na renda fixa, na Poupança, considerando um retorno de 7% no ano, o rendimento real deve ser bem inferior: 1,9%.
Essa é uma oportunidade que poucos países oferecem para investimentos. Nos EUA e outros mercados da Europa, por exemplo, a rentabilidade real é negativa. O cenário nesses países tem sido de uma taxa de juros próxima a zero, em um momento no qual a inflação está na casa de 1%.
Indech argumenta que a alta nos preços pode chegar próximo ao centro da meta de 4,5% ao ano estipulada pelo governo nos próximos meses devido ao ainda mau momento da economia do país, ao passo que a agenda de ajuste fiscal deve continuar politicamente forte no primeiro semestre. Enquanto a PEC do teto dos gastos públicos já foi aprovada em 2016, a reforma da Previdência deve entrar na pauta do Congresso nos próximos meses, favorecendo a retomada da confiança no Brasil.
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O analista da Rico lembra que a trajetória da taxa de juros no período, descendente ou ascendente, não é o mais importante. O que de fato deve ser levado em consideração é se o investidor não apenas manteve o poder de compra, mas também se obteve retornos acima deste no período de aplicação. “Portanto, em 2017, continue realizando aplicações em ativos indexados a taxa de juros, como os títulos do Tesouro Selic, CDBs de bancos médios ou pequenos, e LCIs e LCAs que apresentem bons retornos”, recomenda.
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