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Em relatório da Guide Investimentos, Fernando Siqueira e Caio Ventura, analistas da corretora, listam os 20 fundos imobiliários que mais sentirão os efeitos da deflação de 0,68% apurada pelo Ãndice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho.
No documento, os especialistas confirmam que a queda da inflação no mês passado reduzirá a taxa de retorno com dividendos (dividend yield) de FIIs de âpapelâ â aqueles que investem em tÃtulos de renda fixa atrelados a Ãndices de preços e à taxa do CDI (certificado de depósito interbancário).
âIsto não quer dizer que os dividendos serão zero ou negativosâ, pondera Siqueira. âAlém disso, é possÃvel ver que alguns fundos irão sofrer mais do que outrosâ, pondera.
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Entre os fundos que mais podem sofrer com a deflação de julho, aponta o relatório da Guide, estão o Kinea Ãndice de Preços (KNIP11) e o Kinea High Yield (KNHY11).
Ventura explica que boa parte dos dividendos pagos por esses FIIs são gerados por tÃtulos indexados ao IPCA, tornando as carteiras mais sensÃveis à s variações do Ãndice. A correlação entre o dividend yield da carteira e o indicador pode chegar a 90%, como no caso do Kinea Ãndice de Preços e do Kinea High Yield. Confira a lista completa:

Fonte: Guide InvestimentosÂ
P/VP â Preço sobre valor patrimonial â quanto mais perto de 1, mais próximo do valor justo está o fundo. Acima do patamar sinaliza uma cota negociada com ágio e, abaixo, com desconto.
DY 12m â Taxa de retorno com dividendo (dividend yield) dos últimos 12 meses.
Ventura lembra ainda que o cenário atual não implica em um risco estrutural para os fundos de âpapelâ. Historicamente, destaca, o dividendo distribuÃdo por essa classe de ativo tem sido superior ao repassado pelos fundos de âtijoloâ. A redução da inflação deve encurtar a diferença dos rendimentos.
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âDestacamos que fundos de recebÃveis imobiliários [FIIs de âpapelâ] devem continuar oferecendo um prêmio de rentabilidade em relação aos fundos de âtijoloâ e seguem essenciais nas alocações de portfólioâ, pontua Ventura.
De qualquer forma, reforça Siqueira, o momento sugere ao investidor olhar com mais atenção aos FIIs de âtijoloâ â que investem diretamente em imóveis em segmentos como lajes corporativas, escritórios e shoppings.
âAcreditamos que os fundos de tijolos oferecem uma janela oportuna de aquisição para ganho de capital no médio e longo prazo, especialmente considerando maior expectativa de inversão no ciclo de alta dos juros e o elevado nÃvel de descontos presentes nos segmentosâ, pontua Siqueira.
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TG Ativo Real (TGAR11)
Em nota, a gestão do FII TG Ativo Real negou a possibilidade de redução no pagamento de dividendos do fundo, como sinaliza o relatório da Guide Investimentos.
De acordo com a carteira, a distribuição de rendimentos do fundo foi recorde nos últimos meses e a expectativa dos gestores é de que o repasse permaneça estável.
No último dia 8, o TG Ativo Real depositou R$ 1,58 por cota, equivalente a um retorno mensal com dividendos de 1,31%. Em 12 meses, o percentual é de 14%, segundo a Economatica, plataforma de informações financeiras.
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