O que o clima, a longevidade e a inteligência artificial têm a ver com sua proteção?

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

thiagonaraujo

Boa tarde, segurado!

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Enquanto o clima segue imprevisível em várias regiões do país, o mercado de seguros também vive seus próprios movimentos — alguns de alerta, outros de estabilidade e outros de inovação. Vem entender!

Com as recentes inundações em Minas Gerais e em São Paulo, voltou à mesa a discussão sobre a criação de um seguro nacional contra catástrofes — e te contamos o que isso pode mudar na sua proteção.

Seguro catástrofe

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais e São Paulo nos últimos dias reacenderam um debate importante: especialistas defendem um modelo nacional de seguro específico para catástrofes naturais. A ideia é criar um mecanismo estruturado que reduza o impacto financeiro de desastres climáticos tanto sobre as famílias quanto sobre os cofres públicos — com foco na resiliência econômica e social.

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Cenário. Desde segunda-feira (23), as chuvas em Juiz de Fora já resultaram em dezenas de mortes e desaparecimentos, além de milhares de desabrigados. Diante da gravidade, o Governo Federal reconheceu estado de calamidade pública no município. Em São Paulo, a Defesa Civil renovou o alerta vermelho no litoral até sexta-feira (27), com risco de alagamentos e deslizamentos.

Prioridade. O seguro catástrofe é considerado uma prioridade estratégica na regulação do mercado segurador brasileiro em 2026 pelo planejamento da Susep, autarquia federal que fiscaliza o setor. Segundo a autarquia, o objetivo é estruturar produtos de seguros mais robustos, com foco na proteção contra catástrofes.

Dados. Afinal, os dados mostram que os eventos climáticos no país estão piorando. Entre 2015 e 2019, o país teve cerca de 2.500 eventos climáticos por ano. De 2020 a 2024, o número subiu para 4.500 ocorrências anuais, segundo estudo da CNseg, que representa as seguradoras.

Baixa proteção. Para a entidade, o seguro catástrofe nacional se faz necessário pelo nível ainda baixo de proteção securitária da população: menos de 20% dos lares têm seguro residencial, enquanto apenas 30% da frota conta com seguro automotivo, segundo estimativas do mercado.

Seguro catástrofe

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais e São Paulo nos últimos dias reacenderam um debate importante: especialistas defendem um modelo nacional de seguro específico para catástrofes naturais. A ideia é criar um mecanismo estruturado que reduza o impacto financeiro de desastres climáticos tanto sobre as famílias quanto sobre os cofres públicos — com foco na resiliência econômica e social.

Cenário. Desde segunda-feira (23), as chuvas em Juiz de Fora já resultaram em dezenas de mortes e desaparecimentos, além de milhares de desabrigados. Diante da gravidade, o Governo Federal reconheceu estado de calamidade pública no município. Em São Paulo, a Defesa Civil renovou o alerta vermelho no litoral até sexta-feira (27), com risco de alagamentos e deslizamentos.

Prioridade. O seguro catástrofe é considerado uma prioridade estratégica na regulação do mercado segurador brasileiro em 2026 pelo planejamento da Susep, autarquia federal que fiscaliza o setor. Segundo a autarquia, o objetivo é estruturar produtos de seguros mais robustos, com foco na proteção contra catástrofes.

Dados. Afinal, os dados mostram que os eventos climáticos no país estão piorando. Entre 2015 e 2019, o país teve cerca de 2.500 eventos climáticos por ano. De 2020 a 2024, o número subiu para 4.500 ocorrências anuais, segundo estudo da CNseg, que representa as seguradoras.

Baixa proteção. Para a entidade, o seguro catástrofe nacional se faz necessário pelo nível ainda baixo de proteção securitária da população: menos de 20% dos lares têm seguro residencial, enquanto apenas 30% da frota conta com seguro automotivo, segundo estimativas do mercado.

Viver mais (e melhor)

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A longevidade é uma conquista. Mas especialistas apontam que envelhecer com qualidade de vida exige planejamento financeiro estruturado. Vem conferir 12 dicas sobre esse tema que muita gente adia, mas não deveria: como organizar as finanças para viver mais (e melhor).

Pilares. Especialistas apontam que envelhecer com qualidade passa por três frentes principais: organização financeira, proteção contra riscos (como seguro de vida e planos de saúde) e construção de renda para o longo prazo.

Primeiro passo. Segundo Janaina Gimael, educadora financeira do Instituto de Longevidade MAG, o primeiro passo é compreender a própria situação financeira. Mapear gastos fixos e variáveis é fundamental, especialmente na aposentadoria, quando a renda tende a ser mais previsível.

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Renda. Contar apenas com a aposentadoria pública pode não ser suficiente. Previdência complementar, investimentos e outras fontes de renda ganham importância conforme a expectativa de vida aumenta. Fazer aportes mensais pequenos podem transformar esse dinheiro em uma reserva grande ao longo dos anos graças aos juros compostos.

Dívidas. Use o cartão de crédito com cautela e evite tratá-lo como complemento da renda. Ajustar o limite ao orçamento e pensar duas vezes antes de compras não essenciais reduz o risco de endividamento. Já o empréstimo consignado pode até ser bom em situações pontuais, mas exige atenção. Como o desconto vai direto na aposentadoria, ele compromete a renda por muito tempo e pode dar uma falsa sensação de controle financeiro.

Seguro auto

Depois de anos de alta, o preço do seguro de carro começou 2026 mais estável. Uma pesquisa da corretora digital Creditas feita em 11 capitais brasileiras e 14 seguradoras mostra que os valores médios para homens e mulheres registraram pouca variação no início do ano, indicando um cenário de maior equilíbrio no mercado.
Média. De acordo com o levantamento, em janeiro, homens pagaram em média R$ 2.390,32 – alta de 2,12% em relação aos R$ 2.340,79 de dezembro. Já mulheres desembolsaram R$ 2.908,42, um aumento de 1,83% ante os R$ 2.856,10 do mês anterior.
Mulheres. Para o público feminino, o menor valor médio nacional foi registrado pelo HB20 Sense Plus 1.0 12V Manual, com apólice (contrato de seguro) de R$ 2.491,10. Em contraste, o seguro mais caro para esse público foi o do Compass Sport 1.3 T 270 Flex Aut., que registrou custo médio de R$ 4.088,04.
Homens. Entre o público masculino, o menor valor médio nacional registrado foi o do Onix Hatch 1.0 12V Flex Manual, com apólice de R$ 1.927,65. Por outro lado, o valor mais alto entre os modelos analisados também foi o do Compass Sport 1.3 T 270 Flex Aut. que atingiu R$ 3.560,04.
Respiro. Segundo especialistas da corretora, a estabilidade de preços pode representar para o consumidor uma oportunidade para revisar condições, comparar propostas e negociar melhor.

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IA que entende até o humor

A inteligência artificial já é realidade nas operações de 80% das seguradoras brasileiras. É o que mostra um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) que mapeou como a tecnologia está espalhada pelo mercado segurador no país — e ela vai do atendimento à análise de riscos.
Eficiência. A tecnologia acelera cotações, análise de sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato) e processos internos, reduzindo tempo de resposta e custos operacionais. Na prática, isso significa respostas mais rápidas em canais digitais, chatbots mais assertivos e maior agilidade na emissão de propostas, por exemplo.
Atendimento. Se antes o diferencial era ter atendimento humano, agora o desafio é ter tecnologia sem perder o lado humano. As seguradoras estão avançando nesse sentido: algumas empresas já utilizam IA capaz de identificar o tom emocional do cliente durante o contato e adaptar a comunicação com ele.
Presença. O estudo mostra que a tecnologia deixou de ser tendência para se tornar estratégia prioritária. Para especialistas da entidade, a tendência é que as seguradoras ampliem cada vez mais o uso da inteligência artificial em seus processos, indo além do suporte básico. Isso significa oferecer novos serviços aos clientes e desenvolver novos modelos de precificação mais precisos e adequados ao perfil do consumidor.

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