
Sidney Angulo escala “time reserva” de FIIs; veja os escolhidos
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O empresário e investidor imobiliário Sidney Angulo, com mais de quatro décadas de experiência no setor, apresentou sua visão sobre fundos imobiliários de crédito durante participação no programa Liga de FIIs.
IPCA ou CDI?
Para Rodrigo Possenti, head de fundos imobiliários da Fator e gestor do VRTA11 (Fator Verita), a escolha entre IPCA e CDI depende menos de convicção absoluta e mais de leitura de prazo. “Quando a gente olha de maneira macro, pensando no médio e longo prazo, a alocação em IPCA faz sentido. Se eu pensar no curto prazo, faz sentido CDI”, resume.
Assim, no médio e longo prazo, a preferência estrutural segue sendo o IPCA. Historicamente, cerca de 90% do VRTA11 esteve indexado à inflação. A lógica: a queda de juros reprecifica títulos atrelados ao IPCA, elevando o valor patrimonial dos fundos e abrindo espaço para ganho de capital. Contudo, no curto prazo, o cenário é diferente. Com inflação cedendo e a Selic ainda elevada, o CDI oferece retorno imediato.
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Estratégia do MXRF11
Com patrimônio líquido de R$ 4,3 bilhões e mais de 1,35 milhão de cotistas, o MXRF11 (Maxi Renda) distribuiu R$ 0,30 por cota — o equivalente a R$ 0,10 ao mês — no último trimestre de 2025 (4T25) entregando um dividend yield anualizado de 15,45%, já considerando o gross-up do Imposto de Renda.
A estratégia tem sido manter estabilidade nas distribuições, com baixa volatilidade ao longo do tempo. “Raramente a gente enxerga picos para cima ou para baixo nas distribuições. A nossa linha é suavizar os retornos”, afirmou André Masseti, gestor do fundo na XP Asset, durante apresentação aos investidores.
Guidance do GARE11
Segundo Gustavo Asdourian, sócio-fundador da Guardian Gestora, a distribuição segue confortável no nível atual. “A gente está super confortável nesse patamar de pagamento. Mesmo com a Selic caindo, ainda temos movimentos dentro do fundo que podem gerar ganhos adicionais”, afirma, mencionando a possibilidade de vendas pontuais de ativos para reforçar o resultado. No último dividendo pago, o GARE11 divulgou a distribuição de R$ 0,083 por cota.
Cuidados ao investir em CRI
Para Natália Machado, fundadora da Canal Securitizadora, investir diretamente nesses papéis exige atenção redobrada — especialmente fora do ambiente dos fundos imobiliários. “Quando você compra via fundo, além do gestor, existem várias camadas de acompanhamento: securitizadora, agente fiduciário, agente de monitoramento. A gestão é só mais uma camada olhando a operação”, afirma.
Cinco pontos que devem estar no radar de quem pensa em investir em CRIs:
1. Avalie a estrutura de garantias
2. Analise quem está por trás da operação
3. Entenda o perfil de risco do papel
4. Acompanhe o monitoramento não financeiro
5. Observe o ambiente regulatório