Sidney Angulo revela 5 FIIs de papel que mantém na carteira; veja quais

Newsletter publicada em 30 de março de 2026

juanfreitas

Ativos mencionados na matéria

Sidney Angulo escala “time reserva” de FIIs; veja os escolhidos

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O empresário e investidor imobiliário Sidney Angulo, com mais de quatro décadas de experiência no setor, apresentou sua visão sobre fundos imobiliários de crédito durante participação no programa Liga de FIIs.

Confira o bate-papo na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h.

IPCA ou CDI?

Para Rodrigo Possenti, head de fundos imobiliários da Fator e gestor do VRTA11 (Fator Verita), a escolha entre IPCA e CDI depende menos de convicção absoluta e mais de leitura de prazo. “Quando a gente olha de maneira macro, pensando no médio e longo prazo, a alocação em IPCA faz sentido. Se eu pensar no curto prazo, faz sentido CDI”, resume.

Assim, no médio e longo prazo, a preferência estrutural segue sendo o IPCA. Historicamente, cerca de 90% do VRTA11 esteve indexado à inflação. A lógica: a queda de juros reprecifica títulos atrelados ao IPCA, elevando o valor patrimonial dos fundos e abrindo espaço para ganho de capital. Contudo, no curto prazo, o cenário é diferente. Com inflação cedendo e a Selic ainda elevada, o CDI oferece retorno imediato.

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Estratégia do MXRF11

Com patrimônio líquido de R$ 4,3 bilhões e mais de 1,35 milhão de cotistas, o MXRF11 (Maxi Renda) distribuiu R$ 0,30 por cota — o equivalente a R$ 0,10 ao mês — no último trimestre de 2025 (4T25) entregando um dividend yield anualizado de 15,45%, já considerando o gross-up do Imposto de Renda.

A estratégia tem sido manter estabilidade nas distribuições, com baixa volatilidade ao longo do tempo. “Raramente a gente enxerga picos para cima ou para baixo nas distribuições. A nossa linha é suavizar os retornos”, afirmou André Masseti, gestor do fundo na XP Asset, durante apresentação aos investidores.

Guidance do GARE11

Segundo Gustavo Asdourian, sócio-fundador da Guardian Gestora, a distribuição segue confortável no nível atual. “A gente está super confortável nesse patamar de pagamento. Mesmo com a Selic caindo, ainda temos movimentos dentro do fundo que podem gerar ganhos adicionais”, afirma, mencionando a possibilidade de vendas pontuais de ativos para reforçar o resultado. No último dividendo pago, o GARE11 divulgou a distribuição de R$ 0,083 por cota.

Cuidados ao investir em CRI

Para Natália Machado, fundadora da Canal Securitizadora, investir diretamente nesses papéis exige atenção redobrada — especialmente fora do ambiente dos fundos imobiliários. “Quando você compra via fundo, além do gestor, existem várias camadas de acompanhamento: securitizadora, agente fiduciário, agente de monitoramento. A gestão é só mais uma camada olhando a operação”, afirma.

Cinco pontos que devem estar no radar de quem pensa em investir em CRIs:
1. Avalie a estrutura de garantias
2. Analise quem está por trás da operação
3. Entenda o perfil de risco do papel
4. Acompanhe o monitoramento não financeiro
5. Observe o ambiente regulatório

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