Apps que ajudam os ultrarricos; mudanças no mundo com guerra do Irã;

Newsletter publicada em 16 de março de 2026

thiagonaraujo

Como os ultrarricos usam aplicativos de smartphone para evitar milhões em impostos

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Aplicativos de smartphone passaram a integrar o arsenal de planejamento tributário de ultrarricos nos Estados Unidos. Ferramentas que rastreiam localização, contam dias em cada jurisdição e geram registros para auditorias permitem administrar com precisão a residência fiscal e evitar impostos em estados de alta tributação. Esse monitoramento automatizado transforma deslocamentos físicos em estratégia tributária, ampliando a arbitragem entre jurisdições. Assim, as finanças offshore deixam de depender apenas de paraísos fiscais distantes e passam a operar também por meio de infraestrutura digital presente no cotidiano.

Do petróleo à geopolítica: o que o novo conflito pode mudar no mundo

Análise de: Jim O’Neill
O conflito entre EUA, Israel e Irã reacende dúvidas sobre o futuro do petróleo e da geopolítica global. A experiência com crises anteriores sugere cautela: choques iniciais de preços costumam ser seguidos por ajustes, à medida que oferta e demanda reagem mais do que o previsto. Países do Golfo, grandes investidores globais, poderiam até usar seus ativos externos como instrumento de pressão política. Ao mesmo tempo, a China surge como possível mediadora do conflito, interessada na estabilidade energética. No longo prazo, a guerra pode acelerar a transição energética e reforçar a aproximação estratégica do Golfo com potências asiáticas.

Ex-CEO do Goldman Sachs diz que programas de diversidade são “contraproducentes”

O debate sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI) nas empresas ganhou nova intensidade após decisões judiciais e pressões políticas nos EUA. Lloyd Blankfein, ex-CEO do Goldman Sachs, critica programas específicos para minorias, argumentando que podem ser contraproducentes ao rotular os próprios beneficiários. Enquanto diversas companhias reduziram iniciativas após o recuo legal e político, outras mantêm ou ampliam políticas de inclusão, defendendo que elas ajudam a derrubar barreiras históricas. O embate revela um mundo corporativo dividido entre revisar estratégias de diversidade ou reafirmar compromissos com inclusão.

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ETFs de commodities: opção para diversificar investimentos na turbulência

Análise de: Cristiano Castro
Volatilidade nos mercados, incertezas sobre juros e oscilações do dólar têm levado investidores a revisar suas estratégias de alocação. Nesse cenário, as commodities voltam ao radar como instrumento de diversificação, especialmente em contextos geopolíticos instáveis e pressões inflacionárias. Historicamente de acesso restrito, esses ativos tornaram-se mais acessíveis com os ETFs, que permitem investir em metais, energia ou produtos agrícolas de forma simples, transparente e com liquidez. Embora não distribuam dividendos e apresentem volatilidade, podem ajudar a equilibrar carteiras e ampliar a distribuição de riscos quando integrados a uma estratégia de investimento bem planejada.

Os custos de uma cultura desalinhada: você não vê, mas seu balanço sente

Análise de: Manuella González
Acompanhar margens, receita e crescimento com disciplina, revisar contratos, negociar com fornecedores e analisar indicadores semanalmente. Tudo isso é parte da rotina de qualquer empresa, mas isso cobre apenas os gastos visíveis. São os custos invisíveis da gestão de pessoas, que nascem da falta, do desalinho ou da inadequação da cultura da organização. Eles se manifestam na saída recorrente de talentos, nos conflitos abafados e no retrabalho que ninguém contabiliza. Na energia que se esvai em alinhamentos intermináveis e decisões que se arrastam sem fim. Quanto mais cedo uma empresa se dedica a encarar esse problema, melhor será.

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