Publicidade
SÃO PAULO (Reuters) – A Azul Linhas Aéreas, subsidiária da Azul, emitirá até R$ 600 milhões em debêntures simples com prazo de um ano, conforme fato relevante nesta quinta-feira.
A Azul dará garantia à emissão da subsidiária, que usará os recursos captados para pagar à Raízen por fornecimento de combustível, segundo o documento.
Previsões positivas
No mês passado, a Azul afirmou que espera aumentar a capacidade em cerca de 14% em 2023, após divulgar uma redução no prejuízo no primeiro trimestre do ano e perspectivas mais positivas após acordo de reestruturação com empresas de leasing.
Continua depois da publicidade
“Continuamos observando um ambiente de demanda robusto”, afirmou a companhia aérea em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), estimando que isso permitirá elevar o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em cerca de 70% em relação a 2022.
A empresa projeta Ebitda de cerca de R$ 5,5 bilhões em 2023, apoiado em expectativas de crescimento da capacidade, aumento da receita unitária, maior produtividade e preços de combustíveis mais favoráveis.
A Azul forneceu mais detalhes sobre acordos comerciais firmados com arrendadores de aeronaves e fabricantes de equipamentos, afirmando que reduziriam os pagamentos de arrendamento em um total de R$ 5,4 bilhões no longo prazo, reduzindo a dívida bruta e a alavancagem.
No primeiro trimestre, a empresa teve prejuízo líquido ajustado de R$ 727,6 milhões, reduzindo-o em 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida da empresa atingiu R$ 4,48 bilhões no trimestre, um aumento de cerca de 40% e igualando a expectativa de analistas consultados pela Refinitiv.
(Com informações da Agência Reuters)