Trump acusa Obama de vazar informação secreta ao falar de alienígenas

Comentário bem-humorado de Obama sobre vida extraterrestre alimenta teorias, e Trump o acusa de expor informação confidencial em meio a histórico de polêmicas com segredos de Estado

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Barack Obama discursa na Convenção Nacional Democrata, em Chicago - 20/08/2024 (Foto: Mile Segar/Reuters)
Barack Obama discursa na Convenção Nacional Democrata, em Chicago - 20/08/2024 (Foto: Mile Segar/Reuters)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o ex-presidente Barack Obama de ter revelado informações sigilosas ao falar sobre alienígenas em uma recente participação em um podcast.

“Ele deu informação confidencial, não deveria ter feito isso”, disse Trump a jornalistas nesta quinta-feira (19), a bordo do Air Force One.

Questionado se isso significava que alienígenas existem, Trump respondeu que não sabia “se eles são reais ou não”.

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“O que posso dizer é que ele passou informação confidencial, não deveria ter feito isso”, insistiu o presidente. Trump ainda sugeriu que poderia “tirar o ex-presidente de encrenca” ao desclassificar os dados em questão.

Obama foi questionado sobre vida extraterrestre no início do mês, em entrevista ao comentarista progressista Brian Tyler Cohen, e respondeu: “eles são reais”.

“Mas eu não os vi. E eles não estão guardados na Área 51”, emendou Obama.

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As declarações alimentaram uma onda de especulações sobre vida fora da Terra, embora o ex-presidente tenha depois esclarecido que não estava insinuando ter qualquer informação privilegiada.

“Estatisticamente, o universo é tão grande que a probabilidade de existir vida lá fora é alta”, escreveu Obama no Instagram. “Mas as distâncias entre sistemas solares são enormes, então as chances de já termos sido visitados por alienígenas são baixas – e eu não vi nenhuma evidência, durante meu governo, de que extraterrestres tenham feito contato conosco. Sério!”

Trump foi repetidamente criticado por democratas, enquanto esteve no poder, por expor informações sensíveis, e acabou denunciado em âmbito federal por reter de forma deliberada documentos de defesa classificados após o fim de seu primeiro mandato. O caso acabou arquivado depois que ele venceu a reeleição em 2024.

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