Guarda Revolucionária do Irã ameaça universidades ligadas aos EUA no Oriente Médio

Braço militar do governo dá prazo para Washington se manifestar após ataques em Teerã

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O comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Major-General Hossein Salami, participa de uma cerimônia para marcar o primeiro aniversário do falecido presidente iraniano Ebrahim Raisi, morto em um acidente de helicóptero, em Teerã, Irã, em 15 de maio de 2025. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
O comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Major-General Hossein Salami, participa de uma cerimônia para marcar o primeiro aniversário do falecido presidente iraniano Ebrahim Raisi, morto em um acidente de helicóptero, em Teerã, Irã, em 15 de maio de 2025. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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A Guarda Revolucionária do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos ao ameaçar instituições de ensino ligadas ao país no Oriente Médio. Em comunicado divulgado na noite de sábado (28), o grupo afirmou que universidades americanas na região podem ser alvo de retaliação.

O alerta foi emitido após bombardeios que atingiram a Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã. Segundo a corporação militar iraniana, a ação torna universidades associadas aos EUA “alvos legítimos” caso não haja uma resposta oficial de Washington.

A Guarda estabeleceu um prazo até o meio-dia de segunda-feira (30), no horário de Teerã, para que o governo americano condene os ataques. O comunicado também exige que novas ofensivas contra instituições iranianas sejam interrompidas.

Entre os possíveis alvos citados estão universidades no Iraque e no Curdistão, incluindo unidades com vínculo acadêmico americano. O texto menciona explicitamente instituições como a Universidade Americana do Iraque, em Bagdá, e outras na região.

Além da ameaça direta, o grupo recomendou que estudantes, professores e moradores evitem áreas próximas a essas universidades. A orientação é manter distância mínima de um quilômetro das instalações, como medida de segurança.

No comunicado, a Guarda Revolucionária atribui os ataques a forças ligadas aos Estados Unidos e a Israel e afirma que a resposta seguirá o princípio de reciprocidade. O texto também indica que, caso não haja manifestação dentro do prazo estipulado, duas universidades podem ser atingidas como forma de retaliação inicial.

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Marina Verenicz
Política | Brasil | Mundo