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SÃO PAULO – A realidade das micro e pequenas empresas, a MPEs, no Brasil é bastante complicada, uma realidade onde geralmente não se dispõe de recursos de sobra que permitam investimentos ou mesmo um maior conforto no dia-a-dia da empresa, tornando necessário que os empresários tomem dinheiro emprestado em algum momento.
Só que o mercado financeiro está longe de ser simples e muitos micro e pequenos empresários ficam confusos diante da grande variedade de linhas de crédito disponíveis, sem saber qual a melhor para cada tipo de necessidade, o que pode significar, e muitas vezes significa, problemas para as MPEs.
Pouco dinheiro para pagamento no curto-prazo
Muitas vezes a MPE precisa de uma pequena quantia de dinheiro de forma rápida, para cobrir algum gasto eventual com substituição ou manutenção de equipamentos ou predial, compra de algum tipo de matéria-prima ou componente, ou mesmo para ter em caixa algum capital de giro, indispensável para o funcionamento da empresa.
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Quando se defrontam com esse tipo de necessidade financeira imediata, muitos micro e pequenos empresários apelam para fontes de crédito conhecidas por serem onerosas em demasia, como o cheque especial ou mesmo agiotas.
Para esse tipo de necessidade, vale o empresário consultar seu banco quanto a possibilidade de fazer um empréstimo pessoal em seu próprio nome, que geralmente tem taxas de juros bem menores e uma boa margem de negociação.
O Banco do Brasil oferece o BB Giro Rápido, “um empréstimo simplificado e automatizado, sob medida para as empresas com faturamento de até R$ 5 milhões. O crédito pode ser utilizado de uma só vez ou em parcelas, conforme as necessidades da sua empresa”.
A liberação dessa linha de crédito é feita de forma prática e rápida por telefone ou via internet. O prazo de pagamento é de 12 meses e é necessário apresentar somente garantias pessoais.
O Banco do Brasil também oferece algumas soluções alternativas, como o desconto antecipado de cheques e/ou títulos, ou então a antecipação de créditos a serem recebidos de operadoras de cartões de crédito.
Quantidade média de recursos para pagamento no médio prazo
Quando as MPE precisam de recursos um pouco maiores para honrar alguns compromissos, comprar ou fazer a manutenção de equipamentos ou mesmo para custear uma pequena reforma predial, as coisas se tornam um pouco mais complicadas. Se tais necessidades surgem de surpresa, o empresário então terá muita dor de cabeça procurando a melhor solução, caso não tenha dinheiro suficiente em caixa.
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Nesses casos há a necessidade de uma análise cuidadosa das necessidades imediatas da empresa, para se procurar então a melhor e mais correta solução para essas necessidades.
Se forem necessários equipamentos para as empresas, o melhor é se procurar inicialmente os fabricantes disponíveis e verificar suas opções de financiamento. Também é válido procurar alguns bancos e verificar como se daria o mesmo financiamento através dessas instituições. Como se trata de equipamentos, pode-se optar pela garantia fiduciária, ou seja, o próprio equipamento é dado como garantia para o pagamento do financiamento.
A mesma opção acima pode ser verificada para o caso de reformas prediais de pequeno e médio porte, porém pode não ser tão fácil de se financiar esse tipo de gastos.
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No caso de se precisar de recursos para o pagamento de dívidas ou obrigações da empresa, pode-se procurar algum tipo de empréstimo para empresas, se verificando, sempre as diferentes taxas de juros cobradas pelos diversos bancos.
Muito dinheiro para pagamento no longo prazo
Muitas vezes as necessidades das MPEs são maiores, principalmente quando se necessita expandir os negócios, o que significa a necessidade de compra de novos equipamentos, expansões prediais ou mesmo a compra uma nova unidade predial.
Quando as necessidades da empresa significam um montante monetário médio ou grande, com a necessidade de se fazer o pagamento no longo prazo, as melhores opções são os financiamentos.
Bancos oficiais como o Banco do Brasil, entre outros, oferecem linhas de financiamento de longo prazo para micro e pequenas empresas com juros subsidiados. Uma boa pesquisa junto a essas instituições é válida. Não deixe, também, de procurar os bancos comerciais.
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Nesse tipo de financiamento, geralmente são necessárias mais garantias, a empresa é avaliada com mais cuidado e são necessárias mais garantias para que o financiamento seja concedido.
No caso de máquinas e equipamentos, muitas indústrias e representantes comerciais também concedem financiamentos estendidos para empresas, com condições e juros muito competitivos, valendo também serem verificados e avaliados com cuidado.
Muito dinheiro para pagamento no longo prazo
Um engano muito comum entre os micro e pequenos empresários é confundir a necessidade de tomar recursos emprestados no mercado para financiar a manutenção ou expansão pontual da empresa, com a necessidade de se obter recursos para o crescimento da empresa, para se investir em pesquisa e desenvolvimento de métodos e produtos, ou seja, para se expandir no seu ramo de negócios.
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Diferentemente dos investimentos pontuais, como para a compra de equipamentos ou reformas prediais, os movimentos de expansão e crescimento da empresa demandam investimentos constantes e por um espaço de tempo mais estendido. Nesses casos, o que sua empresa precisa não é de uma fonte de linhas de crédito, e, sim, de um investidor ou incubadora.
“Uma Incubadora é um mecanismo que estimula a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas industriais ou de prestação de serviços, de base tecnológica ou de manufaturas leves por meio da formação complementar do empreendedor em seus aspectos técnicos e gerenciais e que, além disso, facilita e agiliza o processo de inovação tecnológica nas micro e pequenas empresas”, segundo definição do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Os investidores são pessoas ou empresas que investem no chamado “capital de risco”, que por sua vez é “o investimento temporário em empresas emergentes com grande potencial de crescimento, através da participação direta no seu capital social, via aquisição de ações ou debêntures conversíveis em ações, visando rentabilidade acima das alternativas disponíveis no mercado financeiro, em função da maior exposição ao risco”, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Escolha certa significa menores custos
O pequeno e micro empresário, por ter uma margem de manobra mínima em termos de caixa e disponibilidade financeira, deve analisar com muito cuidado todas suas decisões que implicarão em endividamento.
A escolha da linha de crédito mais adequada às necessidades imediatas e futuras das MPEs significam menores custos com o pagamento de juros, além de evitar que o caixa da empresa fique sobrecarregado, afetando suas operações.
Cabe ao micro e pequeno empresário conhecer as opções de créditos disponíveis para seu negócio e procurar ter sempre disponíveis todas as exigências necessárias para se usar essas linhas de crédito, evitando, assim, contratempos com documentação e aprovação de crédito.