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SÃO PAULO – A situação precária da saúde pública no Brasil acabou forçando boa parte dos brasileiros a optar pela compra de um plano de saúde. Apesar dos órgãos de defesa ao consumidor afirmarem que as operadoras de planos de saúde estão entre os líderes de reclamações por parte dos consumidores, disputando a liderança com os bancos e operadoras de telefonia, em pesquisa do IBGE foi constatado que a maior parte dos brasileiros está satisfeita com os planos que tem.
25% dos brasileiros têm planos de saúde
Desde a introdução da nova regulamentação, no final de 1998, o crescimento do setor tem sido bastante expressivo. Atualmente cerca de 25% dos brasileiros, o que representa uma população maior do que a da Colômbia, já têm um plano de saúde. De acordo com pesquisa recente do IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia) encomendada pelo Ministério da Saúde, dos 20,1 milhões de entrevistados, 35,6% tinham planos de saúde e 86,2% avaliaram como “bom” ou “muito bom” o atendimento recebido.
O alto grau de satisfação dos brasileiros para com os seus planos de saúde já havia sido constatado em outras pesquisas anteriores. Em 1999 uma pesquisa semelhante conduzida pela Datafolha constatou que 84% das pessoas ouvidas classificaram seus planos como “ótimos/bons”. Também foram registrados altos percentuais de aceitação na pesquisa do Ibope em 1998 (82%) e da Toledo & Associados em 1998 (79%).
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ANS implantou serviço de controle de qualidade
No último dia 24 de setembro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) introduziu o Sistema de Informações de Produtos (SIP), cujo objetivo é monitorar a qualidade dos serviços de saúde prestados aos beneficiários de planos privados de assistência médica.
Com isto, a partir deste ano as operadoras passam a ser obrigadas a atualizar as informações sobre o atendimento dado a seus clientes a cada trimestre, sob pena de multa em caso de desrespeito. Além disso, a ANS implantou um mecanismo de controle financeiro das operadoras, que obriga a apresentação de dados dos planos de saúde sobre consultas, exames, internações, cesarianas e taxa de mortalidade materna, além de despesas médias por beneficiário.
Através do cruzamento de dados de empresas de mesma dimensão o Ministério da Saúde pode verificar, por exemplo, se uma empresa está restringindo o atendimento aos seus segurados. Isto porque a média de exames por segurado desta operadora seria menor do que a de outras empresas de mesmo porte.
Desta forma, os indicadores gerados pelo SIP tornam-se ferramentas eficientes no controle da gestão das operadoras e no acompanhamento da qualidade da assistência à saúde prestada aos beneficiários. Não só a ANS pode identificar distorções e introduzir novas medidas para regular o mercado, como do ponto de vista da operadora é possível identificar possíveis distorções na carteira de produtos antes que isto leve a falência da operadora.