Greve dos bancários: como agir no caso de contas atrasadas?

Cidadãos devem procurar formas alternativas de pagamento; caso não consigam, devem se encaminhar ao Procon

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SÃO PAULO – Diante da greve dos bancários por tempo indeterminado, decidida na noite da última quarta-feira (04), os consumidores que possuem contas atrasadas devem procurar outras formas de quitá-las.

Segundo o Procon-SP, para os boletos e carnês de lojas que oferecem produtos ou serviços, o consumidor deve se direcionar ao próprio estabelecimento comercial para realizar o pagamento.

Já as contas denominadas de consumo – água, luz e telefone – podem ser pagas em lotéricas e correspondentes bancários, que somam mais de 90 mil em todo o País, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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Casos extremos

O Procon esclarece, por meio de sua assessoria, que os consumidores devem buscar formas alternativas de pagamento e que devem mostrar interesse em quitar as contas atrasadas. Depois disso, caso não tenham conseguido, poderão se encaminhar ao órgão para orientação.

Tentar realizar o pagamento somente nas agências bancárias, não conseguir e depois se encaminhar ao Procon para reclamar não adianta. “A pessoa deve provar que tentou quitar as contas de outras formas”, esclarece o órgão de defesa do consumidor.

Outros serviços

O cidadão que quiser realizar transações bancárias poderá fazê-las por telefone, pela internet ou nos caixas eletrônicos.

Além disso, as pessoas contam com os chamados “correspondentes” – agências lotéricas e lojas de departamentos que aceitam o pagamento de contas e a realização de outros serviços.

Greves

Nesta sexta-feira (06), segundo dia da greve nacional dos bancários, nos 24 estados e no Distrito Federal, onde há 108 sindicatos ligados à Contraf-CUT, o número de bancários
parados continua estável, por volta de 185 mil.

Na terça-feira (03), a Fenaban propôs reajuste de 2,85%, o que repõe a inflação do período, mas sem um centavo de aumento real. O índice também corrige as demais verbas salariais. No entanto, os bancários não aceitaram a proposta.