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SÃO PAULO – Dirigir conversando ao celular, seja no viva-voz ou não, prejudica o motorista tanto quanto dirigir alcoolizado, segundo mostrou uma pesquisa da Universidade de Utah, nos EUA.
O estudo dos professores de psicologia David Strayer e Frank Drews avaliou, em um simulador, o desempenho ao volante de 40 participantes em quatro situações: usando o telefone com as mãos, usando o viva-voz, com nível de álcool no sangue imediatamente superior ao permitido nos EUA (0,08 %) e sem nenhuma dessas variantes.
Reações mais lentas
Foi observado que os motoristas apresentaram resultados semelhantes quando alcoolizados ou ao celular, na comparação aos momentos em que conduziram sem nenhum desses fatores.
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Os pontos mais afetados foram as reações. Durante os testes, os participantes tinham de supostamente seguir um carro que brecava de quando em quando. Os condutores afetados pelo álcool e pelos aparelhos móveis apresentaram maior lentidão para pisar nos freios e voltar a seguir o carro-chefe.
Distração perigosa
Os pesquisadores ressaltaram que não houve diferença entre falar ao celular usando as mãos ou no viva-voz, concluindo que o problema está na distração causada pela conversa em si e não no aparelho.
Segundo eles, o perigo está no fato de que os motoristas muitas vezes não têm idéia do efeito que o telefone causa em seu desempenho. Pesquisas anteriores da universidade mostraram que a distração causa a chamada cegueira de desatenção, em que o condutor pode ter os olhos fixos na pista e não enxergá-la direito por estar concentrado em outra coisa.
O estudo deste ano concluiu recomendando às autoridades norte-americanas que proíbam o uso do telefone móvel na direção para evitar acidentes. No Brasil, o código de trânsito já proíbe essa prática.