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SÃO PAULO – Final de mês é sempre a mesma coisa: o orçamento já está no fim, se é que o salário já não acabou, e o recurso buscado por muitas pessoas acaba sendo o limite do cheque especial. O limite é pré-aprovado e já está disponível na sua conta, de forma que a sua utilização é tentadora.
Entretanto, a taxa de juro cobrada nesta modalidade de crédito não é nada atrativa, haja vista que está entre as mais elevadas do mercado. Para se ter uma idéia do impacto das taxas no seu bolso, basta saber que no mês de setembro a taxa média cobrada no cheque especial ficou em 9,03% ao mês, de acordo com os dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Com a aprovação em setembro da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva surgiu uma alternativa de financiamento mais atraente para quem está atolado em dívidas e precisa equilibrar suas contas sem ter que pagar juros elevadíssimos por isto. Trata-se dos financiamentos com desconto no holerite.
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Trabalhador deve se informar antes
Na tentativa de garantir condições mais atrativas aos seus associados, alguns sindicatos de grande representatividade, como é o caso da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Força Sindical, se prontificaram a negociar com os bancos os termos a serem oferecidos neste tipo de linha de crédito.
O trabalhador interessado no crédito deve obedecer aos seguintes requisitos: ter carteira de trabalho assinada, pertencer a uma categoria filiada ou à CUT ou à Força Sindical e trabalhar em uma empresa que tenha feito com algum banco que oferece o serviço. Para saber se há acordos com o sindicato ou com o banco, o trabalhador deve procurar a própria empresa ou entrar em contato com a CUT (11 3272 9411) ou Força Sindical (11 3277 5877).
Força Sindical e CUT fecharam acordo com bancos
Na Força Sindical, por exemplo, que fechou acordo com dois bancos, Santander/Banespa e Banco BMG, qualquer trabalhador, sindicalizado ou não, pertencente a uma categoria filiada à Força pode pedir o crédito com desconto em folha. Os prazos de pagamento variam de 12 a 48 meses no Santander e de 6 a 36 meses no BMG. Nos dois casos, as taxas de juros cobrados variam entre 1,75% a 3,3% ao mês.
Em relação aos créditos solicitados por trabalhadores, sindicalizados ou não, contratados da empresa por mais de seis meses e que pertencem a uma categoria filiada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), os prazos de pagamento podem chegar a 36 meses. Quanto maior o prazo, maior o risco de não se receber o dinheiro e, portanto, a taxa cobrada é mais elevada.
Nos bancos que participam do acordo, Banco Alfa, Banco do Brasil, Bradesco, BMG, Caixa Econômica, HSBC, Real e Santander, as taxas cobradas variam entre 1,75% e 3,3%. Entre os trabalhadores sindicalizados os juros também variam.
Caso o trabalhador concorde em ceder 30% das verbas rescisórias para o pagamento da dívida caso venha a ficar desempregado, a taxa fica em 1,75% e 2,6% ao mês. Sem as verbas como garantia, então a taxa fica varia entre 1,85% e 2,8%. Os trabalhadores não sindicalizados pagam taxas que variam entre 2% e 3,3% ao mês. A CUT também pretende fechar em breve acordo também com o Unibanco.