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O Tesouro Nacional divulgou ontem o perfil da dívida pública federal em janeiro, mostrando concentração no curto prazo; entretanto a participação dos títulos de prazos maiores aumentou no total geral da dívida, alongando o prazo médio para os pagamentos.
As Letras do Tesouro Nacional (LTN) com prazo de 12 meses representam 52,48% do total ofertado ao mercado no primeiro mês de 2001. A participação das LTNs de seis meses caiu e em janeiro respondeu por 13,32% do total, enquanto a participação das LTNs de 18 meses aumentou e representaram 29,01% de todas as LTNs ofertadas. As LTNs de longo prazo, em 24 meses, corresponderam por 5,15% da oferta total. O prazo médio das LTNs, que são títulos prefixados, negociadas com um deságio sobre o valor de face, aumentou de dezembro para janeiro. Enquanto no último mês de 2000 o prazo médio foi de 5,08 meses, em janeiro deste ano o prazo médio foi de 13,55 meses.
No caso das Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que têm rendimentos pós-fixados definidos pela taxa Selic, a oferta total desses papéis se concentrou no prazo de 48 meses, respondendo por 66,51% do total de LFTs no mercado. As LFTs de prazo maior, 60 meses, representam 33,49% da oferta em janeiro. As Notas do Banco Central do Brasil série E (NBC-E) ofertadas em janeiro ficaram totalmente concentradas no prazo de 24 meses. As NBC-Es são títulos indexados ao dólar, uma vez que os juros de cupom e o valor nominal dos títulos são atualizados pela variação da cotação de venda do dólar frente ao real.
Em janeiro de 2001, o Tesouro Nacional resgatou o total de R$ 37,43 bilhões de títulos e as emissões somaram R$ 31,38 bilhões, gerando um resultado de resgate líquido de R$ 6,05 bilhões. Entretanto, a dívida pública federal interna em poder do público apresentou um aumento de R$ 2,22 bilhões em relação à dezembro de 2000, ao atingir R$ 512,92 bilhões em janeiro.