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SÃO PAULO – De acordo com o superintendente executivo da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), César Rômulo Silveira Neto, as tarifas dos serviços das empresas de telefonia celular serão influenciadas pela forte concorrência, com a entrada de uma nova tecnologia no mercado.
Para Silveira Neto, os consumidores dos serviços de telefonia serão os grandes beneficiados do leilão – que disponibilizou quatro bandas de freqüência de telefonia móvel que serão operadas pela tecnologia de terceira geração (3G) – realizado na última semana pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), com a diminuição das tarifas pagas.
Universalização
Conforme divulgou a Agência Brasil, o superintendente afirmou que a entrada desses novos serviços deverá permitir grande impulso no uso de recursos de banda larga, como internet de alta velocidade, abreviando a meta do governo de universalizar as telecomunicações no país.
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Isso porque os aparelhos de telefonia celular vão funcionar como um mini-computador, com convergência tecnológica e serviços de dados e voz. “A utilização da tecnologia 3G em escolas, hospitais e comunidades mais pobres é muito importante”, acredita.
Leilão
O representante da Telebrasil ainda disse que o fato de as quatro bandas leiloadas para cada região terem sido arrematadas por empresas diferentes é bom para o estabelecimento de concorrência. A média de ágio nos três dias do leilão da Anatel ficou em 87%, mas chegou a atingir 273% no primeiro dia.
O edital de licitação do 3G foi elaborado pela Anatel em conjunto com o Ministério das Comunicações, com o objetivo de oferecer serviços de banda larga de última geração aos 5.564 municípios do país.
Atualmente, ainda estão sem serviço de telefonia celular 1.836 municípios, onde há muitas cidades com menos de 30 mil habitantes e que também serão contempladas.
Celulares fora de área
Para o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas José Valente, com a implantação da tecnologia 3G, cessarão os problemas de “celulares fora de área”. Além disso, a comunicação ocorrerá como num processo de vídeo-conferência, em que o usuário vê e pode ser visto pela pessoa com quem está falando, sem pagar nada a mais por isso.
“Em um país de dimensões continentais como o Brasil, teremos um encurtamento de distâncias, porque as pessoas poderão se sentir mais próximas umas das outras”, conclui.