Possível corte de produção e Iraque pressionam preços do petróleo

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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O preço do contrato futuro do petróleo, com vencimento em abril, negociado em Londres, apresentava alta de 1,64% em relação ao fechamento anterior, cotado a US$ 27,32 para o barril tipo brent. A alta é reflexo de um possível corte na produção mundial da commodity, que deverá ser tratada na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), marcada para 17 de março; além disso, poderá haver uma represália iraquiana frente ao ataque aéreo da última sexta-feira.
Nesta segunda-feira, o secretário-geral da OPEP, o ministro venezuelano Ali Rodriguez, disse a uma rádio inglesa que há quase que um consenso entre os países membros da OPEP quanto a um novo corte na produção mundial de petróleo frente à queda na demanda, tradicionalmente concentrada de março a junho. Segundo Rodriguez, a queda da demanda no segundo trimestre do ano pode chegar a 2 milhões de barris de petróleo, o que inevitavelmente reduziria a cotação internacional do produto.

O cartel controla um terço do total de petróleo produzido mundialmente. A OPEP estipulou que a banda de variação de preço do petróleo no mercado global deverá ser entre US$ 22 e US$ 28 por barril; deste modo, controla a cotação através das quotas de produção atribuídas aos países membros da organização. Em fevereiro deste ano, a organização decidiu pelo corte de 1,5 milhão de barris diários. O secretário-geral do cartel declarou que num cenário mais pessimista o corte poderia chegar a 1 milhão de barris produzidos por dia, entretanto disse que a decisão será tomada em conjunto.
Outro grande produtor, o Iraque, parece ter sua produção normalizada mesmo após o ataque norte-americano e inglês direcionado a alvos no sul de Bagdá, o que o presidente George Bush classificou como ataques-padrão para que as regras das zonas de exclusão aérea no Iraque sejam respeitadas. O mundo se divide, com a França e a Índia veementemente contra a atitude e Israel e Japão apoiando a investida militar contra o país.
O mercado operava apreensivo com a hipótese de que o país deixasse de comercializar o petróleo como represália aos ataques. Na capital, as manifestações aumentam com os novos testes de mísseis promovidos pelos EUA e Israel no Golfo Pérsico. As tensões com o ataque aéreo anglo-americano ainda continuam e Saddam Hussein prometeu vingança, o que preocupa ainda mais o vizinho Israel.
Na sexta-feira passada, em Londres, o petróleo fechou a semana cotado a US$ 26,88, acumulando uma forte desvalorização semanal de 8,26%. A baixa foi influenciada pelo anúncio de que os estoques norte-americanos estavam altos e de que as condições climaticas nos EUA deverão se amenizar e reduzir o consumo de petróleo para calefação.

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