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Os principais papéis da dívida externa argentina negociam novamente em queda nesta segunda-feira, deixando claro que os investidores internacionais ainda não estão convencidos quanto às possibilidades de sucesso do plano econômico do ministro Domingo Cavallo. O FRB, principal título da dívida externa argentina, opera em baixa de 1,2%, cotado a 77,125% de seu valor de face. Na sexta-feira o título já havia caído pouco mais que 5%, atingindo o patamar mais baixo desde janeiro de 1999.
Como conseqüência, o indicador EMBI Argentina, calculado pelo banco norte-americano JP Morgan e que mede o prêmio médio pago por papéis argentinos acima do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, atingiu 1.142 pontos base. Isso significa que o rendimento dos papéis argentinos embute um spread, ou diferencial médio, de 11.42 pontos percentuais acima dos títulos do Tesouro norte-americano.
Este indicador é uma importante medida da avaliação do risco país, pois mostra qual o prêmio necessário que deve ser pago para que os investidores internacionais apliquem nos papéis da dívida externa argentina, coloca a Argentina na “lanterninha” dentre os principais países emergentes em termos de avaliação de risco. Mesmo a Rússia, que efetivamente entrou em moratória em 1998, paga hoje um prêmio inferior ao argentino, hoje na faixa dos 1.050 pontos base.
Os efeitos da crise argentina também afetam diretamente a performance dos papéis da dívida externa brasileira. O índice EMBI Brasil atingiu 873 pontos esta manhã, enquanto o C-Bond, o título mais negociado dentre todos os papéis de dívida externa de países emergentes, opera em queda de 2,35%, cotado a 72,875% do valor de face. O C-Bond chegou a atingir 81,5% em janeiro e abriu o mês de abril cotado a 77,125% de seu valor de face.