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As ações da Moura Dubeux (MDNE3), que acumulam alta de 38% no ano e 114% nos últimos doze meses, desabavam nesta terça-feira (7), após a construtora divulgar seus dados operacionais do primeiro trimestre de 2026 (1T26). Por volta das 11h10, os papéis da companhia recuavam 9,03%, a R$ 28,91.
O Itaú BBA considerou sólidos os resultados operacionais, com lançamentos e vendas bem acima de suas expectativas, já positivas, impulsionadas principalmente pela antecipação de projetos relevantes para o trimestre.

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A equipe do BBA acredita que esse resultado acima do esperado reforça a capacidade da empresa de expandir os lançamentos e destaca a força da demanda na região Nordeste. Atualmente, o banco projeta R$ 5,5 bilhões em lançamentos para 2026, mas não descarta um potencial de alta.

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Para Bradesco BBI, os dados operacionais da Moura Dubeux indicam forte aceleração de atividade no início de 2026, com lançamentos (%MD) somando R$ 1,28 bilhão no trimestre, alta de 218% no comparativo anual e de 29% frente ao trimestre anterior, distribuídos em oito projetos, majoritariamente no segmento de Condomínios, que respondeu por 66% do PSV lançado (%MD).
O BBI também comenta que o consumo de caixa, excluindo dividendos e follow-on, foi de R$ 120 milhões no 1T26, acumulando R$ 218 milhões em doze meses. Em janeiro, a companhia realizou uma oferta subsequente de ações no valor de R$ 483 milhões.
Na avaliação do BTG Pactual, companhia apresentou resultados operacionais sólidos no 1T, com vendas líquidas acima das suas estimativas e velocidade de vendas de 21,5%. Apesar dos resultados positivos, o banco destacou que a participação de 35% nos projetos do MCMV foi uma surpresa negativa, considerando a estrutura de JV com a Direcional e a participação de 70% na Ún1ca.
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Recomendação de compra
O Bradesco BBI disse continuar com visão construtiva para MNDE3, sustentada pela melhora da liquidez das ações após o follow-on (oferta subsequente de ações), pelo bom momentum operacional e pela estratégia de crescimento no segmento do Minha Casa Minha Vida, que suporta um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de lucro por ação de 24% entre 2025 e 2027. Além disso, o papel negocia a um valuation atrativo, em torno de 5,5 vezes o lucro projetado para 2026. Diante desse conjunto, o banco reiterou recomendação de compra.
O BTG e o Itaú BBA também reiteraram recomendação de compra para Moura Dubeux, com preço-alvo de R$ 44 e R$ 43, respectivamente.