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SÃO PAULO – As projeções do banco de investimentos norte-americano Merrill Lynch em relação à distribuição de dividendos para este ano apontam três siderúrgicas brasileiras entre as cinco empresas com políticas mais atrativas nesse sentido na América Latina.
CSN, CST e Usiminas dividem as cinco primeiras posições do ranking do banco norte-americano com a CANTV, maior empresa de telecomunicações da Venezuela, e a brasileira Telesp Fixa.
Siderúrgicas aparecem em destaque
Com o pagamento de dividendos potencializado pela recente alteração na direção da Vicunha Siderurgia, que elevou a alavancagem do grupo controlador, a CSN deve ser a empresa com o segundo maior dividend yield da América Latina este ano, 19,7% de acordo com as projeções da Merrill Lynch, atrás apenas da venezuelana CANTV (20,9%).
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As duas empresas são seguidas pela CST (14,6%), que recentemente anunciou os detalhes da operação de incorporação pela Belgo para a formação da Arcelor Brasil, e a Telesp Fixa (14,5%), que é famosa por ter uma boa política de pagamento de dividendos. Fecha a lista a Usiminas, com dividendos projetados em 13,4% do valor de seus papéis.
Outras empresas brasileiras que se destacam na lista são o Bradesco (6,1%), maior banco privado do país, e a Telemar (6,8%), maior companhia de telecom brasileira.
Algumas mudanças em 2006
Em 2006, os números devem ser mais modestos. Mantendo uma política similar a deste ano, a Telesp Fixa deve encabeçar o ranking, com dividend yield projetado de 14,2%. Mesmo distribuindo menos, a CSN (12,0%) mantém o segundo lugar, seguida pela venezuelana CANTV (10,7%).
A CST (7,7%) se mantém entre as cinco, mas perde a posição para a Telemar, que deve ser a quarta maior pagadora de dividendos da região no próximo ano. Outros destaques em 2006 devem ser a Usiminas (7,1%) e o Bradesco (6,2%).
Brasil lidera entre os países
O banco norte-americano também realizou uma comparação das médias de pagamentos entre os países da América Latina. As empresas brasileiras apresentarão as melhores políticas de distribuição de dividendos, segundo a Merrill Lynch, com pagamento médio de 4,5% neste ano e de 4,8% no próximo, seguidas pelas empresas chilenas (2,9% e 2,8%).
As empresas uruguaias (1,7% e 1,8%) e as argentinas (1,3% e 1,5%) aparecem fechando o ranking da Merrill Lynch, na terceira e quarta posições entre os países respectivamente.