Mercados latinos seguem queda da Nasdaq, com exceção do Bovespa

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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As bolsas latino-americanas fecharam o pregão desta quarta-feira sem uma tendência definida. A maior das bolsas fechou em modesta baixa, com exceção à Bovespa, que segurou a valorização até o final do pregão, principalmente por conta do desempenho da Petrobras e da Telemar. A reversão da tendência de alta na Nasdaq influenciou a performance dos mercados latino-americanos que subiam até então, que não suportaram a pressão externa e fecharem o pregão em queda.
O Merval da bolsa de Buenos Aires fechou nesta segunda-feira cotado a 431,03 pontos, o que representa baixa de 0,37%, em resposta as condições econômicas em que se encontra o país. Na reunião dos ministros da economia das Américas, realizada no Canadá, Domingo Cavallo tocou em assuntos antes considerados chave para os argentinos, como a paridade da moeda ao dólar. Além disso, o FMI anunciou na reunião que já aceita uma renegociação das metas estipuladas para o empréstimo financeiro de US$ 40 bilhões, que será liberado à Argentina para honrar seus compromissos com o exterior. Cavallo declarou também que não é intenção do governo argentino antecipar a liberação deste empréstimo, conforme se cogitou no mercado. Ele garantiu ainda que as reformas propostas continuam sendo aprovadas e assim que colocadas em práticas deverão reverter a estagnação econômica do país. O destaque de queda do pregão argentino foi o BSCH (-3,05%), seguido pelas baixas das siderúrgicas Acindar (-2,02%) e Siderca (-1,46%). Além do Grupo Financiero Galicia (-1,39%), da empresa química Solvay Inderpa (-1,33%) e da holding de petróleo Perez Companc (-1,25%). Por outro lado, fecharam o pregão em alta os papéis da Juan Minetti (+4,48%), Siderar (+1,99%), Sociedad Comercial del Prata (+1,08%), da montadora Renault Argentina (+0,83%) e da Telecom Argentina (+0,33%).
O IPC da bolsa do México fechou em baixa de 0,33%, sendo cotado a 5.556,38 pontos. A queda no México é principalmente influenciada pelo desempenho dos mercados norte-americanos. Comandando as quedas no mercado mexicano estavam as ações da maior empresa de bebidas do país a Fomento Economico Mexicano (-2,94%), seguidos pelos papéis do Grupo Televisa (-1,92%), que é a maior conglomerado de mídia em língua espanhola. Outras quedas foram da Televisión Azteca (-0,98%), Telmex (-0,86%), Carso Global Telecom (-0,12%) e Cemex (-0,05%). Em contrapartida, a maior alta ficou com o Grupo Alfa (+5,80%), em resposta à indicação de compra do BBVA. Também subiram os papéis do Banamex (+2,65%), Grupo Elektra (+2,95%), Kimberly Clark (+0,65%) e Grupo Modelo (+0,05%).
A bolsa do Peru em Lima fechou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,38% após sucessivas quedas durante os últimos quarto pregões. No Peru, o movimento financeiro foi fraco por conta da proximidade das eleições presidenciais. O volume na bolsa de Lima foi de US$ 2,1 milhões, o que representa cerca de um terço do volume médio registrado durante o ano passado. Isto demonstra a apreensão dos peruanos, que deverão ir às urnas no próximo domingo para eleger o novo presidente do país. O destaque no pregão de hoje foi as ações da Empresa Agroindustrial Casagrande (+5,3%), após ter anunciado um plano de investimentos que modernizará sua usinas e conseqüentemente aumentará sua produção de açúcar. Também se valorizaram os papéis da mineradora Minas Buenaventura (+2,3%), que subiu em resposta ao aumento da cotação do ouro no mercado internacional, fechando cotado a US$ 259,40 a onça, em alta de 0,6%.
























Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,86%
ÿ Chile IPSA +0,02%
ÿ Colômbia IBB +0,98%
ÿ Venezuela IBC +0,25%

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