Publicidade
As bolsas latino-americanas fecharam o pregão desta segunda-feira em queda generalizada. Além dos problemas internos dos mercados, o desempenho dos índices norte-americanos pressionou negativamente a performance das ações na América Latina. O Nasdaq Composite registrou forte desvalorização de 6,17%, pressionado pela percepção de que o lucro das empresas norte-americanas continuará sendo afetado pelo desaquecimento econômico dos EUA. Neste sentido, os lucros referentes ao primeiro trimestre de 2001, que já começam a ser divulgados, não deverão atingir as expectativas iniciais do mercado. Além disso, a situação da Argentina também contribui como uma forte influência negativa nos mercados dos países latino-americanos.
O Merval da bolsa de Buenos Aires fechou nesta segunda-feira em queda de 2,52%, em resposta à apreensão dos investidores com relação à capacidade do país para honrar os vencimentos de sua dívida externa. A economia argentina continua estagnada, exemplificada pela deflação de 0,4%, registrada no mês de março, medida pelo índice de preços do atacado. O mercado acionário argentino ainda reflete o anúncio do ministro Domingo Cavallo, que declarou que o déficit da balança de pagamentos deste ano deverá superar em US$ 1 bilhão a meta acordada com o FMI. Neste sentido, os investidores temem que o aumento do saldo negativo registrado pelas transações do país poderá comprometer a pagamento dos US$ 124 bilhões que a Argentina deve ao exterior. Sendo assim, dentro do atual cenário, fica cada vez mais complicada a manutenção do sistema de paridade do peso em relação dólar.
A adoção de um câmbio flutuante, por sua vez, poderá significar o aumento das falências e da inadimplência no curto e médio prazo, porque as empresas e os consumidores tomaram empréstimos, em sua maioria, em dólares. Os destaques de queda do pregão argentino foram o Grupo Financiero Galicia (-4,64%), Telecom Argentina (-4,15%), as siderúrgicas Siderca (-2,84%) e Acindar (-1,98%) e a holding Perez Companc (-1,24%). Em contrapartida, somente três ações fecharam o pregão argentino em alta: a petrolífera Astra (+1,09%), a montadora Renault Argentina (+0,85%) e Molinos Rio del Prata (+0,56%).
O índice IPC da bolsa do México fechou em baixa de 2,09%, sendo cotado a 5.575,05 pontos. Esta queda reflete o consenso dos investidores de que a contenção do crescimento econômico nos EUA afeta principalmente a economia mexicana, inicialmente pela proximidade entre os países, e sobretudo por conta da forte dependência das exportações mexicana em relação ao mercado norte-americano, já que este é o maior parceiro comercial do México. Entre as principais quedas do mercado acionário mexicano estavam as ações das varejistas Wal Mart (-3,4%) e Organización Soriana (-3,0%). Também fecharam em baixa as ações da Cemex (-4,17%), da Telmex (-3,60%), Grupo Industrial Alfa (-2,86%), Grupo Televisa (-2,64%), além dos papéis do segundo maior banco mexicano, Banamex (-1,35%) e da Televisón Azteca (-0,96%). Nesta terça-feira não houve valorizações no pregão da bolsa do México.
A bolsa da Venezuela em Caracas registrou desvalorização de 1,01% no ICB, cotado a 7.192 pontos. O mercado venezuelano registra o quinto dia de quedas consecutivas, sendo que o principal destaque foi para as ações da Electricidad de Caracas (-1,4%), uma unidade de norte-americana AES.
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
-1,75%
ÿ
Chile
IPSA
-1,28%
ÿ
Peru
ISBVL
-1,28%