Índice da Construção Civil atinge menor resultado desde setembro, aponta IBGE

Custo Nacional da Construção Civil variou 0,20% em março, 0,11 ponto percentual a menos do que no mês anterior (0,31%)

Equipe InfoMoney

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SÃO PAULO – O Custo Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com a Caixa Econômica Federal, variou 0,20% em março, 0,11 ponto percentual a menos do que no mês anterior (0,31%).

Segundo o IBGE, trata-se do menor resultado desde setembro de 2005, que registrou variação, na época, de 0,14%.

Em relação a março de 2005 (0,47%), também houve recuo, de 0,27 ponto percentual. O acumulado do ano atingiu 0,94%, 0,91 ponto percentual abaixo do resultado verificado no mesmo período de 2005. Já o acumulado em 12 meses ficou em 6,02%, sendo 4,63 pontos percentuais inferior ao índice do ano anterior (10,65%).

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Materiais atingiram R$ 320,85

Em março, o custo nacional por metro quadrado atingiu R$ 548,22, dos quais R$ 320,85 se referem aos materiais de construção e R$ 227,37 à mão-de-obra.

Considerando-se apenas os preços dos materiais, a variação positiva do último mês é de 0,31%, 0,06 pp acima da variação de 0,25% constatada em fevereiro. Nos últimos doze meses, a alta dos preços dos materiais ficou em 5,23%.

Em relação à mão-de-obra, os custos ficaram 0,34 pp mais baixos em março, passando de 0,38% em fevereiro para 0,04% no mês passado. Nos últimos doze meses, a alta dos preços da mão-de-obra ficou em 7,15%.

Norte e Nordeste: maior alta

As regiões Norte e Nordeste tiveram as maiores altas no mês de março, de 0,24%. Logo em seguida vem a região Sul, cujo índice variou 0,21%. No Centro-Oeste, o aumento dos custos da construção civil no período foi de 0,20% e, no Sudeste, de 0,16%, abaixo da média nacional.

Os custos regionais no segundo mês de 2006 ficaram em R$ 585,01 no Sudeste, R$ 550,36 no Sul, R$ 531,06 no Norte, R$ 520,37 no Centro-Oeste e R$ 506,80 no Nordeste.

No acumulado dos últimos doze meses, a região Norte também apresentou a maior variação, com 7,20% de aumento. Na seqüência estão as regiões Nordeste (6,11%), Sudeste (6,08%), Centro-Oeste (5,52%) e Sul (5,35%).