IM Trader
Conteúdo editorial apoiado por

Ibovespa Futuro sobe, seguindo exterior e com atenção a Lula e Roberto Campos Neto

Essa semana será chave para decisões de juros ao redor do mundo
B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

Publicidade

O Ibovespa Futuro abre em alta nesta manhã de segunda-feira (12), com investidores de olho na agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto montam posições para uma semana marcada por reuniões de política monetária nos Estados Unidos, Ásia e Europa, além de inflação ao consumidor americano.

Lula participa da cerimônia de lançamento do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, às 10h, da qual o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participa.

No início da tarde, ele recebe a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e em seguida reúne ministros da área econômica e da articulação política e líderes do governo no Congresso.

O dia também será marcado por palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em encontro com líderes do varejo promovido pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), às 15h30.

Ibovespa hoje: acompanhe o que movimenta Dólar, Juros e Bolsa Ao Vivo

Às 9h10 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em junho operava com alta de 0,58%, a 117.860 pontos. Assim, a alta deve seguir nesta segunda, após o índice à vista superar os 117 mil pontos na semana passada.

Continua depois da publicidade

Em Wall Street, hoje, os índices futuros de NY operam com alta, às vésperas da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do mês de maio. O consenso Refinitiv prevê uma desaceleração do indicador, que deve avançar 0,2% ante abril, mês em que o CPI havia crescido 0,4% na comparação mensal. Assim, a inflação de 12 meses nos EUA deve ficar em 4,1%.

Além dos dados de inflação, esta semana será decisiva para a política monetária dos Estados Unidos. O Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Banco Central americano se reúne pela quarta-vez no ano para deliberar sobre os juros do país. De acordo com a CME FedWatch Tool, a probabilidade de o Fed interromper os aumentos de juros em sua reunião de junho é superior a 70%.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,12%, S&P Futuro tinha valorização de 0,27% e Nasdaq Futuro operava com alta de 0,50%.

Continua depois da publicidade

Dólar

O dólar comercial operava com leve alta de 0,05%, cotado a R$ 4,878 na compra e R$ 4,879 na venda. Já o dólar futuro para julho caía 0,15%, equivalente a R$ 4,897.

No mercado de juros, os contratos futuros operam em baixa ao longo de toda curva de juros. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com baixa de 0,04 pp, a 12,98%; DIF25, -0,08 pp, a 11,00%; DIF26, -0,08 pp, a 10,41%; DIF27, -0,04 pp, a 10,46%; DIF28, -0,05 pp, a 10,62%; DIF29 -0,03 pp, a 10,81%.

Exterior

Os mercados europeus operam com alta antes da reunião do Banco Central Europeu e após o banco UBS concluir a compra do Credit Suisse.

Continua depois da publicidade

O acordo foi acertado às pressas em março, facilitado pelos reguladores suíços, em meio a preocupações de que fortes prejuízos  no Credit Suisse desestabilizariam o sistema bancário.

O governo suíço concordou em cobrir perdas de até 9 bilhões de francos suíços (US$ 10 bilhões) além dos 5 bilhões iniciais de francos suíços que o UBS deve arcar como parte do acordo, já que absorve os negócios de maior risco.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos, enquanto investidores se preparam para importantes decisões de juros nos EUA, Europa e Ásia.

Continua depois da publicidade

O Banco do Japão (BoJ) provavelmente manterá sua política monetária ultrafrouxa quando se reunir no final desta semana, informou a Reuters.

Citando fontes não identificadas, a Reuters informou que o BOJ também pode “sinalizar que a inflação está superando suas previsões”. Isso pode levar o banco central a atualizar sua visão de inflação em julho, quando fizer uma revisão trimestral.

A inflação ao produtor do Japão subiu 5,1% em maio em relação ao ano anterior, ligeiramente abaixo dos 5,8% registrados em abril e dos 5,5% previstos pelos analistas pela Reuters.

Os preços do petróleo operam em baixa antes da reunião do Fed, com os investidores tentando avaliar o apetite do banco central por novos aumentos de juros, enquanto as preocupações com o crescimento da demanda de combustível da China e o aumento da oferta de petróleo bruto russo pesaram no mercado.

As cotações do minério de ferro na China caíram forte na sessão desta segunda-feira.