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Em dia de agenda cheia, o Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta quinta-feira (30), com investidores à espera do anúncio do novo arcabouço fiscal e dos comentários do presidente do Banco Central sobre o Relatório de Inflação (RTI) divulgado nesta manhã. Os investidores ainda avaliam os possíveis impactos do retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Brasil.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dará coletiva de imprensa, às 10h30, para detalhamento do novo arcabouço fiscal.
“Mesmo com o tom positivo do exterior sugerindo um novo dia de alta para os ativos locais, muito provavelmente não é isso que movimentará nosso mercado. De fato, todos as atenções estarão depositadas na divulgação dos parâmetros da nova regra fiscal, que serão detalhados nesta manhã. Por enquanto, o EWZ, o principal ETF brasileiro negociado em Nova York, já subia quase 2% no pré-mercado –superando o movimento dos demais mercados globais”, destaca a Ágora Investimentos.
De acordo com jornais, o projeto de novo arcabouço fiscal prevê a zeragem do rombo das contas do governo federal em 2024. A nova regra limita o crescimento da despesa a 70% do avanço das receitas do governo. Não está previsto nenhuma exceção nova à norma, que se aprovada pelo Congresso vai substituir o teto de gastos – mecanismo que desde 2017 atrela o crescimento das despesas à inflação.
Segundo as projeções do governo, com o novo arcabouço, as despesas vão crescer sempre menos que as receitas, destaca o Estadão. Assim, a trajetória prevista pelo governo é de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025. No último ano do governo Lula, em 2026, a projeção que consta no projeto é de um resultado no azul de 1% do PIB. O arcabouço terá essa regra de controle de gastos (que limita o crescimento das despesas a 70% do avanço das receitas) combinada com uma meta de superávit primário das contas públicas (quando as contas fecham no azul).
Dessa forma, quanto maior o crescimento do PIB e da arrecadação, mais espaço o governo terá para gastar. O projeto terá mecanismos de ajuste, chamados de “gatilhos”, em caso de não atendimento da trajetória prevista – ou seja, de desvio da rota. Por outro lado, haverá um instrumento que impedirá aumento de gastos mais acelerado quando houver expansão significativa na arrecadação.
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Já Roberto Campos Neto, presidente BC, comentará o RTI às 11h, que elevou a projeção de inflação para 2023 para 5,8%, nesta manhã de quinta-feira (30). A projeção no último relatório, divulgado em dezembro, era de variação de 5,0% no ano. As projeções também subiram para 2024 (de 3,0% para 3,6%) e para 2025 (de 2,8% para 3,2%).
Às 9h11 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril operava com alta de 1,39%, a 103.785 pontos.
Em Wall Street, os índices futuros operam com alta, ampliando os ganhos da sessão anterior, com o arrefecimento da crise bancária global e à espera de indicadores importantes.
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Os investidores estarão atentos aos dados econômicos sobre as reivindicações semanais de auxílio-desemprego e o produto interno bruto. Além disso, a presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, e o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, devem falar à tarde.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,62%, S&P Futuro avançava 0,57% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,51%.
Dólar
O dólar comercial operava em queda de 1,00%, cotado a R$ 5,083 na compra e R$ 5,084 na venda. Já o dólar futuro para abril caía 0,90%, a R$ 5,093.
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No mercado de juros, os contratos futuros operam com baixa por toda a curva de juros, com expectativas para o anúncio da nova âncora fiscal. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com baixa de 0,10 pp, a 13,12%; DIF25, -0,14 pp, a 12,02%; DIF26, -0,16 pp, a 11,98%; DIF27, -0,16 pp, a 12,14%; DIF28, -0,13 pp, a 12,34%; e DIF29, -0,16 pp, a 12,55%.
Exterior
Os mercados europeus operam com alta, caminhando para quarta alta consecutiva, com preocupações com setor bancário diminuindo.
A inflação subjacente na zona do euro está se mostrando rígida, mas o Banco Central Europeu não quer causar mais problemas elevando as taxas muito rapidamente, disse a dirigente do BCE Isabel Schnabel em um evento em Washington na noite de quarta-feira, informou a Reuters.
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Enquanto isso, o aumento dos preços da energia “pode não cair tão rapidamente quanto avança”, disse ela.
A inflação plena na zona do euro caiu de 8,6% para 8,5% em fevereiro, mas o núcleo da inflação, que exclui energia e alimentos, subiu de 5,3% para 5,6%.
A próxima reunião do banco central é em 4 de maio. Ao contrário de sua reunião de março, quando subiu 50 pontos-base, não deu orientações firmes sobre o que espera fazer.
Ásia-Pacífico
Os mercados asiáticos fecharam com alta em sua maioria, com as preocupações com a recente turbulência bancária nos EUA e na Europa diminuindo.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou com alta de 1,02% em 7.122,3, liderado por mineradoras e ações de bancos. Principais altas foram das ações da BHP e da Rio Tinto, subiram 2,4% e 1,8%.
As cotações do minério de ferro na China seguem tendência de alta e fecharam com alta novamente.
Os preços do petróleo operam com alta, após os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos diminuírem inesperadamente na semana passada, uma vez que as refinarias aumentaram a produção após a temporada de manutenção e as importações caíram para uma mínima de dois anos.
Os estoques de petróleo bruto caíram 7,5 milhões de barris na semana até 24 de março, para 473,7 milhões de barris, em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters para um aumento de 100.000 barris.