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Em dia de agenda doméstica esvaziada, o Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiro negócios desta sexta-feira (16), em linha com pré-mercado dos EUA e bolsas da Europa, com temores reforçados sobre uma possível recessão global, após uma série de decisões de política monetária dos principais bancos centrais do mundo.
Na seara política, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiou para terça-feira (20) análise da PEC da Transição no plenário da Câmara. Lira passou a quinta-feira (15) em sucessivas reuniões com lideranças da Casa e petistas em busca de um entendimento em torno da PEC, e afirmou que ainda não há consenso.
O movimento do mercado ao vivo nesta sexta-feira
Às 9h15 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa para fevereiro tinha baixa de 0,75%, aos 105.040 pontos.
Nos EUA, os índices futuros operam em baixa, caminhando para o terceiro dia de perdas consecutivas, com investidores repercutindo dados econômicos que aumentaram as preocupações com uma recessão iminente e antecipando uma série de palestrantes do Federal Reserve agendados para hoje.
O fraco desempenho das vendas no varejo publicado na quinta-feira sugere que a inflação está afetando os consumidores mais do que o esperado.
Ainda no radar americano, investidores aguardam por sinalizações sobre a futura política dos membros do Fed John Williams, Michelle Bowman e Mary Daly.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro recuava 0,98%, S&P Futuro caía 1,01% e Nasdaq Futuro tinha queda de 0,63%.
Dólar
No câmbio, o dólar comercial operava com leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,317 na compra e R$ 5,318 na venda. Já o dólar futuro para janeiro tinha baixa de 0,08%, a R$ 5,330.
O DXY que mede a performance do dólar diante de uma cesta de moedas opera em baixa, ainda repercutindo projeções do Fed de taxa de juros mais altas por mais tempo.
No mercado de juros, os contratos futuros sobem em bloco, após caírem na véspera devolvendo parcialmente os prêmios de risco incorporados à curva local nos últimos dias.. O DIF24 (janeiro para 2024) opera em alta de 0,04 pp, a 13,96%; DIF25, +0,07 pp, a 13,66%; DIF27, +0,14 pp, a 13,50%; e DIF29, +0,12 pp, a 13,44%.
Exterior
Os mercados europeus operam com baixa, à medida que participantes do mercado digerem uma série de decisões dos principais bancos centrais da região na quinta-feira.
Os aumentos das taxas seguem movimentos semelhantes do Fed, que elevou sua taxa de juros para o nível mais alto em 15 anos na quarta-feira.
Em indicadores, a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Zona do Euro desacelerou e caiu 0,1% em novembro ante outubro, atingindo 10,1% na comparação anual (ante 10,6% em outubro).
Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Zona do Euro avançou para 48,8 em dezmebro, o mais alto em quatro meses.
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa, com exceção do índice Hang Seng, de Hong Kong, que subiu 0,42%, enquanto investidores repercutem dados econômicos vindos dos EUA e temores de que os aumentos de juros promovidos pelo Fed estejam levando a economia a uma recessão.
Em indicadores, Hong Kong divulgará sua leitura da taxa de desemprego para o período de setembro a novembro no final do dia.
O Departamento de Comércio dos EUA impôs restrições às empresas chinesas por causa de seus esforços para usar tecnologias avançadas para ajudar a modernizar as forças armadas da China. Isso ocorre apenas dois meses depois que o governo Biden restringiu o acesso da China a semicondutores avançados.
As cotações do minério de ferro sobem e caminham para terceira alta consecutiva, impulsionadas pela melhora nas perspectivas de demanda na China.
Os preços do petróleo recuam após alta da abertura, repercutindo o aumento da taxa de juros pelo principais bancos centrais do planeta e a sinalização de mais aumentos de juros no futuro.