Gripe Aviária não é risco ao Brasil e às exportações de frango, diz Geração Futuro

A gripe do frango, que já matou pessoas e que chegou à Colômbia, não deve encontrar condições para se propagar aqui

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SÃO PAULO – Os analistas da Geração Futuro mostram que os fatores de risco que poderiam permitir a existência da gripe aviária no Brasil são mínimos, bem como as condições que poderiam propiciar a propagação da doença.

Assim, acreditam que as exportações do frango brasileiro, que passam por um dos melhores momentos da sua história, não devem ser prejudicadas.

A corretora revela aspectos que distanciam os riscos da contaminação no Brasil, destacando os fatores naturais, como as rotas migratórias das aves no mundo e as formas de adaptação dos sub-tipos da gripe; e os fatores práticos, como o monitoramento para evitar a entrada da doença.

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Governo já monitora a chegada das aves no país

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Saúde, desde 2002, vêm realizando incursões em diversas regiões brasileiras onde chegam as aves vindas de outros países para verificar o aparecimento da alguns tipos da gripe aviária.

A rotas migratórias das aves no mundo, obedecem direções específicas e, de acordo com estudos, as aves que chegam aqui vêm da América do Norte, onde ainda não foi detectada a presença do vírus mais temido, que é o H5N1, que mata pessoas.

Gripe da Colômbia não gera perigo

Recentemente foi descoberta a existência da gripe do frango na Colômbia, o que deixou o Brasil em alerta. No entanto, o sub-tipo encontrado no país vizinho, da categoria H9, tem baixa patogenia e virulência, além de ser o único incapaz de mutar para variações de maior risco, como a H5.

Exportações não devem ser prejudicadas

Não há justificativas técnicas para que o consumo dos países compradores do frango seja afetado por um período prolongado. Num primeiro momento, com a forte cobertura dos meios de comunicação, é natural que o consumo tenha uma queda, no entanto, em pouco tempo os fatores essenciais para o consumo da carne de frango superam os alertas iniciais.

Tanto que entre 2 e 3 meses após a descoberta de focos da gripe aviária em alguns países importadores do frango brasileiro in natura, houve crescimento significativo das exportações.

Mesmo com a existência do vírus H5N1, que chegou a matar 60 pessoas no sudeste asiático desde 2003, por exemplo, a receita cambial das exportações brasileiras teve acréscimo de 32% entre os meses de outubro de 2004 e setembro de 2005.