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A gigante de telecomunicações sueca Ericsson divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2001. A receita líquida caiu 5% comparando com o primeiro trimestre do ano passado e o lucro bruto diminui sensivelmente, de US$ 24,4 bilhões para US$ 17,6 bilhões, uma queda de 28%. O total de despesas operacionais, por outro lado, subiu 20% atingindo US$ 22,3 bilhões. O lucro líquido foi de US$ 426 milhões contra US$ 4,23 bilhões no mesmo período do ano passado, uma queda de 89%. O lucro por ação que foi de US$ 0,54 por ação caiu para apenas US$ 0,06.
A explicação da empresa é a queda dramática nas vendas de celulares em todo o mundo. As perspectivas futuras também não são animadoras, uma vez que, segundo a empresa, o mercado mundial de equipamentos de rede móvel deve crescer entre 5% e 15%, contra um crescimento de 20% a 25% no ano passado. Além disso, o timing de investimentos na migração de equipamentos TDMA para GSM/GRPS contribuiu para a queda dos lucros.
A previsão era de prejuízo de US$ 0,05 por ação e uma receita de US$ 58 bilhões. No trimestre anterior o lucro foi de US 0,02 por ação e a receita de US$ 8,1 bilhões no trimestre anterior.
Correm boatos no mercado de que a salvação da Ericsson estaria em uma joint-venture com a Sony para a criação de novos modelos de celulares, o que fez com que investidores se animassem com o papel ontem, chegando a ser negociado com 7% de alta a US$ 6,77. Esta joint-venture poderia ajudar a Sony a ganhar espaço no mercado europeu e ajudar a Ericsson a aumentar as vendas no mercado asiático. A principal questão é qual o percentual que cada um vai deter na joint-venture e se essa empresa vai ter um foco maior nos celulares de terceira geração (3G) ou nos celulares que podem ser fabricados e comercializados imediatamente. Analistas dizem que essa joint venture pode tornar a Ericsson um grande player novamente.
A empresa passou boa parte de 2001 revisando suas expectativas com relação às vendas mundiais de aparelhos celulares, que se estabilizaram no atual patamar em torno de 450 milhões de aparelhos por ano. Com o bom desempenho da Nokia e com as queda da Ericsson, ela deixou de ser a líder mundial de celulares e ocupa agora o terceiro lugar.
As ações da Ericsson operam em em forte queda de 17,23% coatdos a US$ 5,86. Desde o início do ano, as ações apresentam uma queda 45%.