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A e-Toys anunciou ontem um novo corte de pessoais de mais 293 funcionários, que trabalham na área de distribuição da empresa, e somados aos outros 700 empregados que foram mandados embora no começo de janeiro, resultam em quase 1.000 demissões. Os 293 demitidos deverão deixar a empresa até abril.
A varejista on-line de brinquedos vem enfrentando dificuldades financeiras causada pelo start-up excessivamente dispendioso e o crescimento de vendas menos agressivo que o esperado. O banco de investimentos Goldman Sachs auxilia a e-Toys a encontrar uma saída que envolve ampliação dos prazos de
endividamento, novos financiamentos ou um possível comprador. De qualquer forma, a Nasdaq comunicou à empresa que suas ações seriam retiradas da bolsa caso a e-Toys não atingisse as regras aplicadas às empresas listadas em um prazo de 90 dias.
A e-Toys reafirmou que possui caixa até março deste ano, mas com as vendas de fim de ano menores que o esperado, a empresa anunciou que não conseguirá atingir o ponto de equilíbrio até 2003. Em 25 de janeiro a e-Toys reportou um prejuízo líquido de US$ 85 milhões referente ao quarto trimestre de 2000, o prejuízo operacional do período atingiu US$ 74,5 milhões, ou US$ 0,52 por ação. O resultado foi pior do que o projetado por analistas que esperavam prejuízo de US$ 0,46 por ação.
As ações da e-Toys fecharam o pregão de segunda-feira cotadas à US$ 0,2813, em baixa de 9,98% em relação ao fechamento anterior. As ações da empresa já caíram 98,42% em relação à maior cotação de seus papéis em 52 semanas, que foi de US$ 17,875.