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O dólar fechou a segunda-feira em leve alta contra o real, refletindo o fortalecimento da divisa norte-americana ante as principais moedas, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico e eleitoral.
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Além disso, a disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições presidenciais, revelando maior indefinição para os investidores.

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Os investidores ainda esperam obter clareza sobre as perspectivas para as taxas de juros dos EUA quando o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursar em Jackson Hole, Wyoming, na sexta-feira. Ele também enfrentará perguntas sobre as recompras de títulos do Tesouro.

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Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, aos R$5,1534 na venda.
Às 17h11, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,23% na B3, aos R$5,1580.
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O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,20%, a 99,004.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,147
- Venda: R$ 5,148
O que aconteceu com dólar hoje?
Os rendimentos dos títulos de longo prazo têm subido globalmente devido a uma combinação de perspectivas de crescimento econômico sólido, expectativas crescentes de inflação e preocupação com o endividamento soberano exorbitante. Na semana passada, após os rendimentos dos títulos de 30 anos atingirem máximas de quase duas décadas, o Tesouro dos EUA anunciou que dobraria as recompras de títulos de longo prazo para US$ 4 bilhões por operação.
O tamanho é insignificante em um mercado que vale US$ 32 trilhões, mas o sinal intervencionista assustou os investidores e afetou o dólar.
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A incerteza em torno das iminentes sanções dos EUA contra o Irã continha o apetite por risco. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, dará entrevista à imprensa ainda nesta segunda-feira para detalhar as sanções contra o Irã, que não dava sinais de abrir mão do controle sobre o Estreito de Ormuz.
No Brasil, o mercado financeiro também monitora o cenário eleitoral após as pesquisas Datafolha e BTG/Nexus divulgadas entre sexta-feira e esta manhã, que apontaram uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), especialmente no segundo turno. A percepção sobre a trajetória fiscal a partir de 2027 permanece no radar dos investidores.
Na agenda doméstica, o Banco Central divulgou o Boletim Focus desta semana, que mostrou estabilidade da projeção para o câmbio em 2026, em R$ 5,20, mas alta da estimativa para 2027, de R$ 5,29 para R$ 5,30. Para setembro, a mediana subiu de R$ 5,16 para R$ 5,18, enquanto a projeção para outubro permaneceu em R$ 5,20. A estimativa para a Selic no fim de 2027 ficou estável em 12%, pela décima semana consecutiva, enquanto a projeção para o IPCA subiu de 4,24% para 4,25%.
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(Com Reuters)