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O dólar fechou a sessão desta quinta-feira (10) em baixa após uma nova pesquisa eleitoral mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Planalto, ainda que em empate técnico.
O recuo do dólar ante o real ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas.
O senador Flávio Bolsonaro está numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro entre ambos, mostrou pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira.
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Flávio tem agora 46,4%, ante 42,6% na pesquisa anterior, ao passo que Lula tem 46,2%, ante 47,1%. Como a margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.
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Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,20%, a R$5,1013. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,06%.
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Às 17h05, o dólar futuro para outubro – atualmente o mais negociado no mercado brasileiro – cedia 0,04% na B3, aos R$5,1260.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,102
- Venda: R$ 5,103
O que aconteceu com dólar hoje?
Além da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, investidores também repercutiram as indicações do mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, em que Flávio passou a superar Lula, com 52% das apostas de vitória, contra 45% do petista.
Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio têm favorecido a queda do dólar.
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Além da disputa eleitoral, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) segue no foco dos investidores. Na véspera, o presidente da corte, ministro Edson Fachin, cassou decisões liminares concedidas anteriormente pelos colegas André Mendonça e Flávio Dino que discutiam a permanência ou não no cargo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Além disso, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
O recuo do dólar no Brasil ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana avança ante boa parte das demais divisas, em um dia marcado pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pelo avanço do petróleo Brent para acima dos US$105 o barril.
Mais cedo, os EUA informaram que os preços ao produtor no país em agosto subiram 0,4% e os pedidos de auxílio-desemprego caíram 1.000 na última semana, para 206.000 em dado com ajuste sazonal, ante projeção dos economistas ouvidos pela Reuters de 205.000 pedidos.
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No início do dia, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso — neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
(Com Reuters)

