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Apesar da valorização de quase 90% nos últimos 12 meses e de 44% em 2025, o Bradesco BBI reiterou recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) para Cyrela (CYRE3) e elevou o preço-alvo de R$ 36,00 para R$ 40,00 por ação, o que representa um potencial de valorização de 37%. A instituição reforçou ainda a construtora como sua preferida (Top Pick) no setor imobiliário. Às 13h05, as ações da companhia subiam 4,60%, a R$ 30,45.

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De acordo com o BBI, a Cyrela foi a ação mais debatida em reuniões recentes com investidores em São Paulo e no Rio de Janeiro. A instituição vê a empresa como uma opção de alta liquidez e alta sensibilidade ao ciclo econômico, beneficiando-se tanto da expectativa de cortes de juros quanto do otimismo associado às eleições de 2026.
O banco ponderou, contudo, que o grande debate entre investidores está no timing. Enquanto parte do mercado aposta no potencial macroeconômico, há cautela em relação aos riscos de curto prazo.

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Analistas observaram que as posições vendidas em CYRE3 subiram 29% no mês, refletindo preocupações com uma possível desaceleração nas vendas de média e alta renda nos próximos 6 a 12 meses. Para o BBI, esse risco existe, mas não deve afetar o desempenho já no 3º trimestre de 2025.
O banco ainda enxerga uma assimetria atrativa: no cenário pessimista, o potencial de queda (downside) seria de 17% no P/L (Preço sobre Lucro), considerando forte impacto negativo nos lançamentos de média e alta renda e ausência de fatores macro positivos.
No cenário otimista, por outro lado, o múltiplo P/L poderia avançar 61%, para 8,1 vezes, com rendimentos de dividendo (dividend yield) estimado em 7% em 2026, combinando estabilidade no volume de lançamentos e redução de 200 pontos-base no custo de capital (Ke), para 15%.
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O BBI ressaltou ainda que, para justificar o P/L atual de 5,0 vezes para 2026, seria necessário cortar os lançamentos a partir de 2026 para R$ 7 bilhões — o que implicaria redução de 36% nas projeções consolidadas do banco ou mais de 60% nos lançamentos de média e alta renda, assumindo estabilidade no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Na visão dos analistas, esse cenário extremo representa uma margem de segurança relevante.