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As bolsas latino-americanas fecharam em queda generalizada nesta quarta-feira, influenciadas pela desvalorização dos índices norte-americanos e pela crise cambial na Turquia. O Nasdaq Composite fechou em queda de 2,13%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 encerraram em baixas de 1,93% e 1,89%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em forte baixa de 4,22%, sob influência da crise na Turquia. Apesar de possuírem características econômicas distintas, a Argentina e a Turquia são os países com pacotes de ajuda financeira mais recentes do FMI; o mercado financeiro tende a generalizar sua avaliação para as nações emergentes que necessitam deste financiamento internacional. Além disso, a Argentina está passando por uma crise política, na qual o presidente do banco central, Pedro Pou, está sendo acusado de envolvimento com lavagem de dinheiro.
As quedas mais significativas foram as ações do Grupo Financiero Galicia (-9,55%), do Molinos Rio de la Plata (-7,01%), da Acindar (-6,38%), da termoelétrica Central Puerto (-5,60%) e da siderúrgica Siderar (-5,56%). Não houve variação positiva entre as ações componentes do índice Merval.
O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão em queda de 3,82%, pressionado pelo papel da Televisa. O mercado mexicano também foi afetado pela divulgação da inflação de janeiro dos Estados Unidos, maior parceiro comercial do México, que registrou um crescimento de 0,6%, acima das expectativas dos analistas. Hoje, o Grupo Televisa fechou em baixa de 14,54%, após anunciar, ontem depois do encerramento do pregão mexicano, que o lucro e as vendas do quarto trimestre apresentaram um crescimento menor do que esperado pelo mercado. Outros destaques de queda foram para as ações da Controladora Comercial Mexicana (-8,54%), da Organizacion Soriana (-7,08%), da Hylsamex (-6,91%) e do Grupo Industrial Alfa (-6,86%). Por outro lado, a Vitro (+4,44%) e a TAMSA (+1,52%) registraram as únicas altas do índice mexicano.
Em Santiago, o índice IPSA fechou em baixa de 0,66%, apesar da redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Ontem, após o término do pregão chileno, o Banco Central decidiu reduzir, de 4,75% para 4,50% ao ano, a taxa de juros do país, de acordo com as expectativas do mercado.
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
-1,96%
Peru
ISBVL
-0,38%
Colômbia
IBB
-0,55%
Venezuela
IBVC
-0,06%