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(Bloomberg) – No lago de Como, no norte da Itália, a primavera normalmente significa o retorno dos turistas. Celebridades como George Clooney frequentam vilas à beira-mar, casais perambulam pelas ruas de paralelepÃpedos e feiras de design lotam quartos de hotéis com viajantes endinheirados. Este ano, por causa do coronavÃrus, donos de hotéis se perguntam se os turistas virão.
Hotéis da região registraram o cancelamento de mais da metade das reservas em três dias na semana passada em meio à propagação do vÃrus no norte da Itália, o maior surto fora da Ãsia. Agora, proprietários esperam ansiosamente para ver o impacto nos importantes meses do verão.
âTivemos nossos altos e baixos no passado, mas nada como istoâ, disse Roberto Cassani, de 58 anos, presidente da associação de operadores de hotéis de Como. âOs turistas americanos, em particular, parecem vÃtimas de uma psicose coletiva. Estou realmente preocupado.â
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Com a doença que surgiu na China e se tornou global, o setor de turismo enfrenta uma ameaça crescente. Muitos dos turistas chineses que impulsionaram a expansão do setor já haviam deixado de viajar depois que o governo âtrancouâ dezenas de milhões de pessoas e proibiu a venda de pacotes turÃsticos. A medida esvaziou hotéis em Macau, meca de cassinos, praias do sudeste da Ãsia e eliminou filas do lado de fora das butiques Louis Vuitton em Paris.
Apesar da diminuição da contaminação na China, o vÃrus se espalha em outros lugares, como Coreia do Sul e Itália, que juntas registram mais de 8 mil do total global de cerca de 93 mil casos. Agora não são apenas os chineses que ficam em casa. Alemães e belgas estão repensando as viagens de esqui para a Itália. Japoneses cancelam visitas a Bali. Em jogo, está a receita de US$ 1,7 trilhão gerada pelo turismo internacional em 2018, segundo a Organização Mundial de Turismo da ONU.
à o maior revés para a indústria de viagens desde a crise que seguiu os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o surto da SARS e a guerra no Iraque dois anos depois.
A Associação Global de Viagens de Negócios diz que o coronavÃrus pode custar à indústria US$ 47 bilhões por mês. Companhias aéreas e operadoras de pacotes de turismo de pacote pintaram uma imagem igualmente sombria: a Associação Internacional de Transporte Aéreo prevê quase US$ 30 bilhões em vendas perdidas com voos.
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