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O nervosismo com a situação econômica na Argentina continuou hoje a influenciar os mercados latinos. Com rumores sobre a ameaça de não pagamento da dívida externa do país, as principais bolsas da América Latina encerraram esta sexta-feira em queda. Os mercados norte-americanos também operaram em baixa influenciados por alguns resultados negativos anunciados hoje por empresas como a Ericsson. O índice Nasdaq fechou desvalorizado em 0,86%, cotado a 2.163 pontos. Já o índice Dow Jones registrou baixa de 1,07%, sendo cotado a 10.580 pontos.
As incertezas políticas e econômicas referentes à Argentina preocupam cada vez mais os investidores. A economia estagnada e os rumores de não pagamento da dívida externa provocaram uma reação negativa dos mercados. O mercado brasileiro influenciado pela deterioração da situação Argentina registrou hoje a maior cotação do dólar em toda a história do real.
Dentre as medidas tomadas pelo ministro da economia argentino, Domingo Cavallo, na
expectativa de encher os cofres do governo, está um imposto sobre as transações financeiras que, segundo o banco de investimentos ABN AMRO, geraria 14 milhões de dólares por dia. Entretanto, os depósitos em bancos privados vêm diminuindo após a implementação da taxa e teme-se que a Argentina não possua recursos suficientes para honrar sua dívida. Neste sentido, o risco de crédito da Argentina, medido pelo índice EMBI+ do J.P. Morgan superou os 1.000 pontos básicos, enquanto o bônus de referência FRB caiu 2,27% refletindo o temor dos investidores.
Materializando a conjuntura econômica vigente, o índice argentino Merval encerrou o pregão desta sexta-feira em baixa de 6,27% cotado a 420.16 pontos. A bolsa Argentina só registrou baixas, entre os destaues estão Grupo Financeiro Galícia (-10,19%), a siderúrgica Siderar (-9,69%), a alimentícia Molinos Rio de La Plata (-7,97%) e a holding Perez Companc (-6,49%).
No México, o índice de vendas a varejo em fevereiro cresceu 6,1% em relação ao ano passado, em linha com as expectativas dos analistas. No entanto, a desaceleração da economia dos EUA tem forçado as empresas mexicanas a cortarem o número de funcionários. No campo político, a Câmara dos Deputados resolveu esta semana começar a discussão da reforma tributária, a qual é parte da reforma proposta pelo presidente Fox.
Mantendo a tendência de queda nos mercados latinos o índice mexicano IPC apresentou uma baixa de 1,30% cotado a 5.950,79 pontos. As empresas que registraram maiores altas foram a alimentícia Grupo Industrial Maseca (+33,85%), Vitro (+5,88%), a metalúrgica Industrias Penelopes (+2,88%), as indústria de alimentos, cerveja e tabaco Grupo Modelo (+2,35%) e Fomensa (+2,34%) e a automobilística Saltillo. Por sua vez as maiores baixas ficaram com Grupo Televisa (-4,75%), o conglomerado Grupo Industrial Alfa (-4,58%), a metalúrgica Hylsamex (-3,12%), Carso Global Telecom (-3,12%) e a estatal Corporacion Geo (-2,36%).
Já o peso chileno, influenciado pela conjuntura Argentina, registrou queda recorde. A moeda desvalorizou 4,6% esse ano, a segunda pior performance de uma moeda latino americana depois do Brasil. O declínio das taxas de juros internas reforçaram a desvalorização do peso e tornaram os investimentos menos atrativos, reduzindo o fluxo de dólar para o país. Face a tal conjuntura, o índice IPSA encerrou o dia com desvalorização de 0,26% cotado a 99,88 pontos.
Outros mercados:
Brasil
IBovespa
-5,09%
Peru
ISBLV
+1,38%
Venezuela
IBC
-9,60%