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Bradesco deve ser destaque no 1T26, mas por que XP segue neutra com as ações?

Ambiente macroeconômico desafiador cria cenário menos favorável ao crescimento

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Agência do Bradesco. Foto: Wikicommons Creative
Agência do Bradesco. Foto: Wikicommons Creative

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A XP Investimentos atualizou suas estimativas para o Banco Bradesco (BBDC4) em 2026 e elevou o preço-alvo para o final do ano de R$ 20,0 para R$ 24,0 por ação. De maneira geral, os analistas destacaram a forte trajetória de recuperação do banco, com ciclos mais resilientes e melhora na rentabilidade. Mesmo assim, a recomendação se manteve neutra.

Ainda que o Bradesco tenha demonstrado uma recuperação operacional de seus negócios centrais, os analistas da XP acreditam que o caminho que o banco enfrentará pela frente será marcado por desafios.

A expectativa é de menos ganhos mais difíceis em meio à competição mais acirrada e custos maiores com investimentos contínuos em tecnologia. Para completar o cenário, o ambiente macroeconômico também não estará favorável.

Com as expectativas menos otimistas para cortes da taxa de juros ao longo do primeiro trimestre deste ano, o cenário para o crescimento de crédito recuou. De acordo com a XP, o ambiente prolongado de juros elevados tem pressionado famílias, pequenas e médias empresas.

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Segundo os analistas, o Bradesco tem conseguido manter a inadimplência sob controle por meio de uma originação mais criteriosa, com foco em crédito com garantias.

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Ainda que essa estratégia ofereça uma proteção relativa em comparação a ciclos anteriores, a XP acredita que uma deterioração adicional do cenário macroeconômico ainda pode pressionar a qualidade dos ativos à frente.

Banco em destaque

Apesar das preocupações, o Bradesco tem mostrado recuperação, com opcionalidade estratégica por meio de negócios que ainda não foram totalmente refletidos nos múltiplos atuais. Uma dessas operações é a de seguros, que representa cerca de metade do lucro líquido consolidado do Bradesco.

De acordo com os analistas da XP, a principal hipótese da casa é de que a operação permanece limitada pelo múltiplo do banco. A casa não desconsidera uma reprecificação no futuro, depois da operação ser mais claramente separada do restante do grupo.

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Caso isso aconteça, os economistas esperam que o mercado comece a atribuir um valor mais transparente às operações de banco e de seguros da companhia.

O Bradesco também tem se destacado como um player relevante no segmento de consórcios. O banco é o segundo maior em carteira ativa e com participação de mercado de 18,4%.

Conforme a XP, embora ainda não haja indicação de discussões em andamento sobre uma possível operação societária envolvendo o negócio de consórcios do Bradesco, a recente transação no segmento de seguro saúde serve como referência importante para reavaliar o valor potencial de outras subsidiárias.

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De maneira geral, para a casa, o valor de várias subsidiárias do banco não parece estar totalmente refletido nos múltiplos atuais de negociação. Conforme o relatório, a recente transação de seguros, por exemplo, reforça a ideia de que partes do grupo podem conter valor embutido que ainda não está totalmente visível para os investidores.

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Erick Souza
Mercados | Investimentos | Mundo