Bolsa do México acompanha valorização da Nasdaq; Argentina e Brasil caem

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

Publicidade

As principais bolsas latino-americanas fecharam em queda, com exceção para o México, apesar da valorização dos índices norte-americanos, que tendem a influenciar os mercados na América Latina. Às 15h46 de Nova York, o Nasdaq Composite registrava forte alta de 2,39%, enquanto o Dow Jones Industrial e S&P500 apresentavam variações positivas de 0,93% e 0,75%, respectivamente.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires encerrou o pregão em queda de 0,16%, com a intensificação dos escândalos envolvendo o presidente do Banco Central, Pedro Pou, que está sendo acusado de ter sido negligente na investigação de lavagem de dinheiro do banco República. Na semana passada, o banco argentino apareceu num relatório do Senado dos Estados Unidos sob suspeita de ter realizado operações ilegais com outro banco das Bahamas. Quando foi consultado, Pedro Pou culpou o Citibank por dar informações contraditórias sobre o República ao Banco Central e, desde então, vem sendo acusado de estar envolvido em lavagem de dinheiro. Ontem, a Associação de Bancos da Argentina (ABA) fez um pedido formal ao presidente Fernando de La Rúa para que não demita Pou, temendo que este clima de desconfiança afete a recuperação da economia do país. Hoje, segundo a agência Reuters, De la Rúa anunciou que Pedro Pou será mantido em sua posição.
Os destaques de alta foram os papéis do Banco Rio de la Plata (-6,67%), da petrolífera Repsol (-4,44%), da termoelétrica Central Costanera (-2,50%) e do Banco Bansud (-2,14%). Contrariando a tendência da bolsa argentina, a Sociedad Comercial del Plata (+2,15%), o banco BSCH (+1,88%) e a Atanor Industria Quimica (+1,71%) apresentaram as altas mais significativas.

O índice IPC da Bolsa do México fechou em alta de 0,55%, após a divulgação do déficit fiscal do ano passado. Hoje, a secretaria da Fazenda e Crédito Público anunciou que o déficit fiscal de 2000 alcançou 1,1% do PIB, abaixo do déficit de 1,15% do PIB registrado em 1999. As maiores altas entre os componentes do índice IPC foram os papéis do Fomento Econômico Mexicano (+4,79%), da Corporacion Interamericana de Entretenimiento (+3,39%) e do Grupo Sanborns (+3,05%). Por outro lado, os destaques de queda foram as ações do Grupo Carso (-3,52%), da construtora Corporacion Geo (-2,75%), do Grupo Financiero Inbursa (-1,90%) e do Grupo Elektra (-0,53%), após divulgar que o lucro operacional cresceu 2% no quarto trimestre em relação ao mesmo período em 1999, abaixo das expectativas do mercado.

Em Caracas, o índice IBVC fechou em alta de 0,39%, seguindo a tendência dos mercados dos Estados Unidos. Os destaques de alta foram para as ações da Proagro (+12,74%), da Corimon (+11,36%), da Envases (+9,66%) e da Mantex (+2,50%). Já a Cemex (-2,71%), o Mercantil S (-2,16%) e a CANTV (-1,25%) registraram as maiores quedas do pregão venezuelano.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,07%
Chile IPSA +0,58%
Colômbia IBB -0,19%
Peru ISBVL +0,16%

Tópicos relacionados

Autor avatar
Equipe InfoMoney
Mercados | Economia | Escritórios | Finanças