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A Boeing, maior fabricante mundial de aeronaves, anunciou um lucro 112% maior no primeiro trimestre de 2001 em relação ao mesmo período do ano anterior. Os resultados foram influenciados pela greve de engenheiros e técnicos que durou 40 dias, ocorrida no primeiro trimestre de 2000.
Nos três primeiros meses deste ano o lucro ajustado da Boeing, que não inclui itens extraordinários, alcançou US$ 762 milhões, ou US$ 0,89 por ação, comparado com o lucro de US$ 359 milhões, ou US$ 0,41 por ação referentes ao primeiro trimestre do ano passado. O resultado supera as projeções dos analistas para este primeiro trimestre de 2001, que esperavam que a empresa reportasse lucro de US$ 0,80 por ação.
As vendas da Boeing cresceram 34% no primeiro trimestre de 2001, ao atingirem US$ 13,3 bilhões, contra faturamento de US$ 9,9 bilhões apurado no mesmo trimestre do ano anterior, ainda refletindo a greve ocorrida. Na área de aviação comercial, as receitas tiveram um aumento de 63%, atingindo US$ 8,4 bilhões enquanto que o segmento espacial e de telecomunicações o faturamento cresceu 35%, atingindo US$ 2,2 bilhões. O pior desempenho da empresa foi no segmento militar. As receitas caíram de US$ 2,8 bilhões para US$ 2,4 bilhões, devido aos resultados de queda nas vendas dos caças F-15, C-17 e F/A-18, principalmente.
As ações da Boeing negociadas na bolsa de Nova York operavam em alta de 0,69%, sendo cotados a US$ 61,05. No ano as ações registram um queda de 7,5% enquanto que o índice Dow Jones acumula baixa de 0,86% no mesmo período.