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esta quinta feira o desempenho satisfatório dos principais mercados latinos pode ser explicado pelo otimismo dos investidores a respeito da Argentina. Já as bolsas norte-americanas, continuam tendo seu humor ditado pelos resultados divulgados pelas empresas sobre o primeiro trimestre deste ano. O índice Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,63% cotado a 10.692,35 pontos. Já o Nasdaq Composite registrou uma desvalorização de 1,21% sendo cotado em 2.034,96 pontos.
O presidente argentino, Fernando de la Rúa, assinou ontem à noite um decreto para destituir o presidente do BC, Pedro Pou, que será substituído por Roque Maccarone, ex -presidente de dois dos maiores bancos portenhos: o estatal Banco de la Nación e o privado Banco Rio. A mudança no comando do BC é vista pelos investidores como positiva, uma vez que se elimina as diferenças existentes entre o ministro da economia Domingo Cavallo e o ex-presidente da entidade, Pou, que havia irritado o ministro por sua intransigência em alterar normas de política monetária do país, cujo objetivo seria propiciar uma maior liquidez ao sistema financeiro.
Outro fator que influenciou o bom desempenho dos mercados latinos foi um anúncio do governo argentino afirmando a possibilidade de trocar uma expressiva quantidade de títulos públicos a fim de prolongar o vencimento de parte de sua dívida, que chega a US$ 128 bilhões, ou quase 40% do PIB. Há também rumores de uma possível nova ajuda do FMI, embora não haja confirmação por parte do governo.
Refletindo as boas notícias, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou o pregão em alta de 3,95%, cotado a 437,42 pontos. Dentre as ações que fazem parte do índice Merval, as maiores altas foram a indústria de alimentos Molinos Rio de La Plata (+7,36%), o Banco de Galicia (+7,14%), o Grupo Financeiro Galicia (+7,04%), a indústria química Atanor (+7,04%), a termoelétrica Central Puerto (+5,04%) e a Telecom de Argentina (+5,03%). Já a única baixa do dia ficou com o Banco Bansud (-1,05%).
Em relação ao México, o Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu relatório “Previsões Econômicas Mundiais” divulgado hoje em Washington, calculou uma forte queda na taxa de crescimento do PIB do país para este ano. O órgão multulateral estima que a economia mexicana cresça apenas 3,5% em 2001, um número bem abaixo dos 6,9% registrados no ano passado. Segundo o FMI, seria indesejável que o nível de crescimento continuasse tão elevado, pois poderia provocar um aumento na inflação. O país é o mais afetado pela desaceleração na economia norte-americana e pela baixa nos preços do petróleo.
O índice IPC da Bolsa do México encerrou esta quinta-feira em alta de 1,24%, cotado em 6.007,10 pontos. Os destaques de valorização ficaram com Vitro (+7,61%), Femsa (+3,96%), Cemex (+3,79%), Tamsa (+3,27%) e Grupo Carso (+3,10%). Por sua vez, as ações mexicanas com maiores baixas foram ICA (-5,71%), o conglomerado Grupo Industrial Alfa (-5,46%), a mineradora Grupo México (-4,17%), Grupo Sanborns (-4,15%) e a Television Azreca (-3,15%).
Na Venezuela, a produção de petróleo poderá aumentar nas plataformas se a OPEC aumentar o volume de quotas em junho. A despeito da melhora no cenário argentino, o índice IBVC venezuelano fechou o dia desvalorizado 0,11% sendo cotado em 7.365,23 pontos.
Outros mercados:
Brasil
IBovespa
+4,17%
Chile
IPSA
+1,18%
Peru
ISBVL
-0,81%